
Pela primeira vez em 2015, o Paraná joga sem a sua principal referência, dentro e fora de campo. Poupado, o meia Lúcio Flávio não enfrenta o Jacuipense-BA, nesta quarta-feira (1.º), às 20h30, na Arena Valfredão, na estreia do time na Copa do Brasil.
Folga providencial para um atleta de 36 anos que participou das 11 partidas do Tricolor na temporada. Sem ter sido substituído pelo técnico Luciano Gusso no Paranaense, o curitibano jogou quase 17 horas de futebol.
“Estou me sentindo bem. Falei até que não precisaria sair do time, mas concordamos que o melhor momento para descansar seria esse”, comenta Lúcio Flávio. O volante Marcos Paulo e o lateral-direito Netinho (este suspenso) também ficaram em Curitiba.
Como é o confronto de ida do mata-mata nacional – a volta será no dia 15 –, a comissão técnica preferiu dar mais atenção ao início da fase final do Paranaense. No sábado (4), o Paraná enfrenta o Operário, às 18h30, em local indefinido.
Peça-chave dentro das quatro linhas, com experiência e passes precisos, Lúcio Flávio acumula trabalho extra desde que voltou, em 2012, ao clube que o revelou. É o representante do elenco em meio à crise política e financeira do Tricolor. “Sabia que seria assim desde que voltei. Pelo tempo de casa que eu tenho, por tudo que eu já vivi no Paraná, pela situação do clube. Não me incomoda. É um trabalho que eu acho importante fazer”, afirma o camisa 10.
Na última semana, com a renúncia do presidente Rubens Bohlen, substituído por Luiz Carlos Casagrande, Lúcio teve de intensificar a função de “escudo” dos jogadores. “Foram dias difíceis, de mudanças, muitas conversas desencontradas, mas conseguimos superar”, revela.
Passado o momento mais crítico da crise política, agora é dar tempo para a nova gestão, liderada pelo grupo Paranistas do Bem, mostrar serviço: “Precisamos saber se as coisas vão mudar dentro do clube, não apenas para quem vê de fora”, analisa o capitão.
Ainda neste ano, Lúcio foi uma espécie de “fiador” da permanência no clube do goleiro Marcos e do volante Ricardo Conceição. Convenceu a dupla a seguir no Durival Britto. Serviu também de garoto propaganda, estrelando a nova campanha de sócios, ao lado de outros ídolos como Marcos, o volante Goiano, o artilheiro Saulo e o lateral-esquerdo Ednélson, os últimos três aposentados.
De quebra, ainda comemorou a marca de 300 jogos com a camisa paranista. “Tem sido um ano cheio, sem dúvida. Mas acredito que pode ser uma temporada marcante.”



