A quadra Phillipe Chatrier, principal palco do Torneio de Roland Garros, provavelmente receberá mais um duelo entre Rafael Nadal e Roger Federer | Jaques Demarthon/AFP
A quadra Phillipe Chatrier, principal palco do Torneio de Roland Garros, provavelmente receberá mais um duelo entre Rafael Nadal e Roger Federer| Foto: Jaques Demarthon/AFP

Paris - A temporada mais charmosa do tênis mundial, a dos torneios disputados no saibro, chega ao seu ápice a partir de hoje, quando começam as disputas de Roland Garros, em Paris. O Grand Slam francês será um dos mais emocionantes dos últimos tempos e ninguém ousaria prever que, na final do próximo dia 7, outros dois jogadores disputarão o título senão Rafael Nadal e Roger Federer, líderes do ranking da ATP nos últimos quatro anos. Andy Murray e Novak Djokovic têm talento, mas são apenas os coadjuvantes da maior rivalidade do esporte no momento.

Aos 22 anos, o fenômeno espanhol já é um dos maiores vencedores da história do torneio. Levantou a taça nas últimas quatro edições – só Björn Borg, com seis conquistas, está à sua frente. Nas três últimas, bateu o então líder do ranking mundial Roger Federer, impedindo o suíço de conquistar o único Grand Slam que lhe falta.

Semanas atrás, Federer estava desacreditado nas apostas. Não havia conquistado nem um título sequer na temporada. Depois de perder a final do Aberto da Austrália para o próprio Nadal, chorou. Nas partidas seguintes foi apenas sombra do jogador de outros tempos. Errou bolas que não costuma errar e voltou a mostrar o desequilíbrio que o havia atormentado no início da carreira: desapontado com o desempenho, quebrou raquetes. Então, conquistou o Masters de Madri, último torneio importante em terra batida antes de Roland Garros. Em cima de Nadal.

A rivalidade está renovada. "Definitivamente, calarei algumas pessoas", disse um confiante Federer depois da vitória. "Se eu tivesse ganhado em Wimbledon e na Austrália, estaríamos falando de coisas bem diferentes, mas Rafa jogou tão bem que não consegui esses títulos. Infelizmente, as pessoas analisaram essas derrotas como se eu tivesse perdido na primeira rodada dos torneios", comentou.

Nadal concorda. Não é bom provocar um gênio. Mesmo demonstrando cansaço naquela final – o espanhol vencera todos os torneios no saibro que disputara antes de Madri –, reconheceu a superioridade de Federer. Mentalmente, guardou o troco para Roland Garros, ainda que preservando a cautela.

"Federer tem potencial para ganhar em Paris ou em qualquer outra parte do mundo", disse Nadal. "Mas Paris começa com a primeira rodada e não com a final. Se alguém me diz que vou jogar a final, me mostra o papel", emendou.

O reencontro com Federer projeta-se para o dia 7, na final. Há 126 tenistas na chave principal do torneio dispostos a adiá-lo. Inclusive o brasileiro Marcos Daniel, adversário do espanhol na rodada de abertura.

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