A falta de um nome de consenso segura Ricardo Gomes no comando do São Paulo. Na reunião realizada na última quarta-feira (22), uma ala defendeu a demissão imediata do treinador, sob alegação de que isso daria um choque nos atletas e faria o time acordar a tempo de encarar o Internacional de igual para igual na semifinal da Taça Libertadores da América. Outra corrente, no entanto, acha arriscada tomar essa atitude às vésperas de um jogo tão importante - as equipes fazem o jogo de ida, no Beira-Rio, na próxima quarta-feira. E se a medida não surtir o efeito desejado? Quem vai assumir a responsabilidade?

Uma coisa é certa. Se for para substituir Ricardo Gomes, o São Paulo quer alguém com perfil diferente, mais enérgico, capaz de dar um choque nos jogadores que, segundo a diretoria, estão acomodados. E dentro dessa linha surgiu o nome de Dunga, que comandou a Seleção Brasileira na Copa do Mundo da África do Sul.

O treinador, em conversa com a reportagem do GLOBOESPORTE.COM, negou que tenha negociado com o São Paulo, disse que Gomes é um amigo e explicou que neste período desde a saída da seleção recebeu várias ofertas de trabalho de clubes e seleções. Ele deixou claro que não pretende voltar ao mercado até o fim deste ano, pois quer ficar com a família em Porto Alegre.

Na reunião que ocorreu no camarote do presidente Juvenal Juvêncio, outros nomes foram defendidos: Adílson Batista, Vanderlei Luxemburgo, Silas e Leonardo. O primeiro, atualmente sem clube, chegou a ser contactado, mas já foi procurado primeiro pelo Corinthians, que pode perder Mano Menezes para a Seleção. O segundo não é unanimidade no Morumbi e tem multa rescisória para sair do Atlético-MG. Já os dois últimos são tidos como inexperientes para o momento atual vivido pelo clube - Silas despontou no Brasileirão do ano passado, comandando o Avaí, e atualmente vive momento delicado no Grêmio, enquanto Leonardo tem apenas uma experiência como técnico, em 2009, no Milan, da Itália.

Mesmo sabendo que a sua situação está longe de ser segura, Ricardo Gomes não pedirá demissão. Curiosamente, no mês passado, ele recebeu duas propostas: uma do Paris Saint-Germain (FRA) e outra de um clube do Catar. Recusou ambas por achar que estava firme no comando do Tricolor Paulista.

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