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Fabiana Murer salta para conquistar o ouro na etapa escocesa da Diamond League | Reuters
Fabiana Murer salta para conquistar o ouro na etapa escocesa da Diamond League| Foto: Reuters

O Brasil teve altos e baixos no salto com vara na etapa de Glasgow da Diamond League, o principal circuito mundial do atletismo. Se Fabiana Murer conquistou mais uma medalha de ouro, neste sábado, Augusto Dutra não conseguiu acertar nenhum salto na prova masculina. As varas dele não chegaram a tempo à Escócia e ele teve que competir com material emprestado.

Fabiana também teve problemas e não conseguiu saltar no aquecimento. Mesmo assim ela ganhou o ouro neste sábado, com a marca de 4,65m quando da grega Katerina Stefanidi e da cubana Yarisley Silva pelo primeiro critério de desempate, uma vez que a brasileira precisou de menos saltos para chegar a 4,65m. A atleta europeia bateu seu recorde pessoal.

Murer entrou na prova com o sarrafo em 4,40m e precisou de três saltos para conseguir superar essa altura. Depois, passou 4,55m e 4,65m sempre na primeira tentativa. Para tentar garantir a vitória, abriu mão dos 4,71m e viu tanto a grega quanto a cubana falharem nas três tentativas. Assim, com o ouro assegurado, ainda tentou 4,76m três vezes, sem sucesso.

De qualquer forma, esta é a segunda vez na temporada que Fabiana consegue saltar 4,65m, marca que a deixaria no quinto lugar do ranking mundial. A brasileira, entretanto, fez um resultado ainda melhor em Nova York, há um mês, e com 4,80m lidera a lista de 2014. Ela agora também é a primeira da Diamond League.

"A Fabiana está bem e liderar a Diamond League é muito importante. A prova em si foi difícil, uma pista elevada, complicada para correr e para saltar. Em uma prova que contou com a Jennifer Suhr (foi quarta em Glasgow), vice-campeã mundial e a Yarisley Silva, bronze no mundial de Moscou, os resultados poderiam ter sido melhores", comentou o técnico Elson Miranda.

Já a prova masculina, na sexta, não contou pontos para a Diamond League. Augusto acabou competindo com material emprestado pelo japonês Daich Sauwano e não marcou na prova. Thiago Braz, que lesionou o punho e voltou ao Brasil, há um ano bateu o recorde sul-americano, que era de Augusto, competindo também com vara emprestada. O recorde de 5,83m vale até hoje.

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