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  • Jogadores do Mazembe comemoram a surpreendente classificação

O técnico Celso Roth preparou duas opções táticas no Inter para o Mundial de Clubes: um 4-4-2, com o meio de campo em losango, e um 4-2-3-1, similar ao que fez sucesso na Copa do Mundo e ao que o próprio Colo­­rado usou na campanha do título da Liber­tadores. A variação de uma formação para a outra pode ocorrer sem substituições, como mostra o campo acima.

A tendência é Roth posicionar o time no 4-4-2 na estreia contra o Ma­­zembe – apesar de o Inter ter se preparado mais para enfrentar o Pachuca. Desta forma, Wil­son Matias fica como primeiro vo­­lante; Guiñazu um pouco à frente, pela esquerda; Tinga um tanto mais avançado, pela direita; e D’Alessandro livre para se movimentar pelo setor de criação, encostando na dupla Rafael Sobis e Alecsandro.

As linhas tracejadas em vermelho mostram a variação para o 4-2-3-1: D’Alessandro abre por um lado e Rafael Sobis pelo ou­­tro, com Tinga centralizado. Alec­­sandro fica como referência na frente. Os atacantes pelos lados ainda podem trocar de posição – na conquista da Libertadores, por exemplo, o canhoto D’Alessandro jogava pela direita e o destro Taison (hoje no Metalist Kharkiv, da Ucrâ­­nia) pela esquerda, o que facilitava o chute a gol quando cortavam para dentro. Tinga também pode cair pela direita, com o argentino pelo meio.

Adversários

O Inter esperava o Pachuca, mas terá pela frente o Mazem­­be (foto) na semifinal de terça-feira. Zebra que tende a ser facilmente domada pelos co­­lo­­rados. No duelo com os me­­xicanos, o time congolês lembrou o futebol africano dos anos 80, partindo para cima sem querer saber muito de cuidados defensivos. O placar foi de apenas 1 a 0, mas as duas equipes perderam boas chances de gol.

Apesar da má fase da Inter­­nazionale, é difícil de acreditar que deixe de chegar à fi­­nal. O espanhol Rafa Benítez foi atrapalhado por uma sé­­rie de lesões, é verdade, mas nas suas mãos o time perdeu a coesão e a eficiência que ti­­nha sob o comando do portu­­guês José Mourinho na conquista da Liga dos Cam­­peões.

Destaques na temporada an­­terior, o meia holandês Sneij­­der e o atacante argentino Milito ainda não encontraram o posicionamento ideal com o novo treinador. O atacante camaronês Eto’o ultimamente está sendo obrigado a tentar resolver sozinho.

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