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O Conselho Deliberativo do Coritiba se reúne na noite desta segunda-feira (13) para a última discussão e a formatação do texto final da reforma estatutária do clube. Aguardada com ansiedade pelos sócios, a mudança mais aguardada é a que valida as eleições diretas para os conselhos Deliberativo e, principalmente, Administrativo – antigo anseio do torcedor.

Hoje o estatuto prevê eleições para a formação dos conselhos, mas a escolha de presidentes e integrantes do chamado G9 (conselho administrativo) é decidida por esses conselheiros. "Antes (agora) tínhamos uma regime mais parlamentarista. Mas ouvimos os associados e a eleição direta sempre foi uma vontade da maioria", disse Omar Akel, presidente do Conselho Deliberativo Coxa, à Gazeta do Povo.

Outras mudanças são esperadas com ansiedade por coxas-brancas. O mandato do presidente, bem como a unificação da eleição para ambos os conselhos, deve ser aprovada. "Precisamos definir o tamanho do mandato do presidente. Que seja suficiente para desenvolver um planejamento, mas não tão longo para que numa infelicidade de má gestão tenhamos que esperar muito tempo para uma nova eleição".

A duração pode continuar nos dois anos atuais ou ir a quatro anos. "Não descartamos também um meio termo. Decidiremos tudo da maneira mais democrática possível, assim como foi o período de sugestões dos associados". A redução do número de integrantes do G9 também será discutida e pode deixar o conselho com até três membros.

Deve ser aprovada também a antecipação das eleições (ainda sem uma data específica). Assim, garante Akel, o novo presidente será definido em um período menos conturbado que o final do Brasileirão e não precisará assumir o time em plena fase de planejamento para o Paranaense do outro ano. Hoje as eleições acontecem em dezembro e a posse em 1º de janeiro.

Quórum para aprovação

O texto final redigido e aprovado nesta segunda-feira (documento que será apreciado por 80 a 100 conselheiros) será levado para votação dos sócios em cerca de dois meses. "A Assembléia Geral deve acontecer no finalzinho de janeiro ou comecinho de fevereiro. Há uma tendência de aprovação, mas deveremos ter 50% dos votos mais um para garantir que o novo estatuto seja aprovado", disse Akel. A data prevista será definida nos próximos dias.

Ainda não se sabe quantos sócios poderão votar. O estatuto atual prevê que o torcedor precisa ter no mínimo um ano de vínculo associativo para poder votar em assembléias. O problema é que com o rebaixamento para a Série B no ano passado e o lamentável episódio envolvendo alguns torcedores que invadiram o gramado do Couto Pereira fizeram com que o número de sócios despencasse para esse ano.

Com isso, segundo a própria diretoria, se antes o clube tinha 17 mil sócios, hoje cerca de apenas 2.500 estariam aptos a votar. "Teremos que ter uma boa estratégia para garantir o quórum para essa votação. Precisamos do comparecimento de um bom número de sócios. Posso garantir que o projeto de reforma é coerente e consistente com as propostas que recebemos. Estamos confiantes na aprovação".

Akel afirma que o calendário das eleições deverá ser conhecido ainda essa semana. "Batemos o martelo do projeto hoje e em seguida estabelecemos o calendário da Assembléia. Teremos que divulgar tudo, inclusive a lista dos sócios votantes, com 40 dias de antecedência".

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