Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Série B

Salário pode ser principal entrave para permanência de Comelli no Paraná

Técnico diz esperar valorização, mas presidente tricolor afirma que clube vai se manter dentro do teto salarial

Paulo Comelli espera ser valorizado, e cifras podem dificultar renovação com o Paraná | Daniel Castellano / Gazeta do Povo
Paulo Comelli espera ser valorizado, e cifras podem dificultar renovação com o Paraná (Foto: Daniel Castellano / Gazeta do Povo)

Ainda faltam três pontos para o Paraná Clube não correr qualquer risco de rebaixamento na Série B do Brasileirão, mas o planejamento para 2009 já está em andamento. A primeira prioridade é a permanência do técnico Paulo Comelli e da sua comissão técnica. As duas partes aguardam o fim definitivo do "pesadelo" vivido pelo Tricolor nesta Segundona para abrir as negociações, mas a questão salarial pode ser um empecilho para o treinador ficar.

O Paraná dispõe há dois anos de um teto salarial mensal para custear a comissão técnica, que gira em torno de R$ 20 mil. A diretoria espera poder encaixar o novo contrato de Comelli nesta filosofia, mas o técnico espera ser valorizado no novo acordo.

"Nós gostaríamos de uma valorização do trabalho que foi e vem sendo feito. Eu quero ficar, o André (Chita, auxiliar) também, então é tudo questão de definirmos a nossa situação na Série B e negociarmos após isto acontecer", disse Paulo Comelli, por telefone, à Gazeta do Povo Online.

O treinador paranista se recusa a iniciar de fato as negociações com a diretoria antes do time garantir matematicamente a permanência na Segunda Divisão nacional. O presidente do Paraná, Aurival Correia, entende e concorda com o comandante. Porém, tem ciência de que o lado financeiro é o principal detalhe das próximas conversas.

"Faltam alguns detalhes, adiamos a conversa para primeiro somar os pontos necessários. Normalmente a parte financeira é o maior dos detalhes, porque teremos pela frente um Campeonato Paranaense, torneio deficitário para os clubes. Normalmente alguns técnicos ganham acima do que o Paraná costuma pagar aos seus técnicos, mas acreditamos que, pelas conversas, teremos uma renovação tranqüila", explicou Correia, em entrevista à Rádio CBN.

Além da receita escassa para dar um bom aumento a Paulo Comelli e sua comissão técnica, o Tricolor terá de lidar com um bom assédio em cima do treinador, mais precisamente do interior paulista. Após a vitória sobre o Gama, o diretor de futebol Paulo Welter comentou que "muitas equipes paulistas gostariam de contar com o trabalho desta comissão técnica".

De fato, segundo a reportagem apurou, o treinador pode receber nos próximos dias uma proposta do Noroeste, único clube do interior de São Paulo que está sem treinador para o Campeonato Paulista. E Comelli já passou pelo time de Bauru, em 2006, fazendo uma ótima campanha no Estadual e ganhando um salário aquém do que os paranistas estariam dispostos a pagar (cerca de R$ 40 mil).

Por enquanto, Paulo Comelli prefere não comentar o tamanho da valorização que ele espera receber do Paraná para renovar. O técnico prefere manter o foco na Ponte Preta, adversária deste sábado, às 16h20, na Vila Capanema, para depois ver o que o Tricolor tem a oferecer, não só financeiramente.

"Ainda não estamos salvos. Temos que definir o quanto antes a nossa situação. Só depois podemos conversar, mas acho que isto (salário) não será problema. Não sei o orçamento do Paraná para o ano que vem, cabe a eles definir esta questão de valores", concluiu o treinador, em tom enigmático.

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.