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Copa Africana de Nações

Sem confiar na segurança em Angola, seleção do Egito pede ajuda ao governo

Presidente da Federação egípcia, Samir Zahir, pediu às autoridades de seu país que tome "medidas urgentes" para proteger sua seleção

O presidente da Federação egípcia, Samir Zahir, pediu ao Governo de seu país que tome "medidas urgentes" para proteger sua seleção, que está em Angola para disputar a Copa Africana de Nações. A competição foi abalada após o atentado à delegação de Togo, na província de Cabinda.

"Espero que os responsáveis no Egito me ouçam e atuem o mais rápido possível para tomar medidas urgentes e proteger a missão (egípcia), enviando forças de segurança, porque não confiamos nas medidas de segurança angolanas", disse Zahir em Angola, em entrevista ao jornal egípcio "Al Masri al Youm".

Na sexta-feira passada (8), o ônibus que transportava os jogadores da seleção do Togo, que era escoltado pela polícia angolana, foi metralhado por membros da guerrilha separatista Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (Flec), que assumiu a autoria da ação. Dois mortos foram confirmados no atentado, e dois suspeitos foram presos durante a madrugada desta segunda-feira (11).

"A equipe egípcia é muito maior (que a do Togo), por isso os cacetetes dos soldados (angolanos) não são suficientes para protegê-la. É preciso tomar medidas antes que aconteça uma catástrofe", disse Zaher.

Em consequência do atentado da sexta-feira passada, o governo togolês decidiu retirar sua seleção da competição africana, ao considerar que não existiam as garantias de segurança necessárias para continuar no torneio. A medida foi contra a intenção dos jogadores, que queriam jogar em homenagem aos colegas mortos e feridos.

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