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Paranaense

Sem rumo, Paraná encerra “laboratório”

Tricolor fracassa na tentativa de usar o Estadual para deslanchar na Série B. Clube se despede de forma melancólica do torneio local

O técnico Wágner Velloso tem, hoje, a última chance de mostrar aos dirigentes paranistas que merece ficar no comando do time para a Segunda Divisão nacional | Daniel Castellano/Gazeta do Povo
O técnico Wágner Velloso tem, hoje, a última chance de mostrar aos dirigentes paranistas que merece ficar no comando do time para a Segunda Divisão nacional (Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo)

No início do ano, a intenção na Vila Capanema era fazer do Estadual um bom campo de testes para a Série B – principal objetivo em 2009, que começa no sábado. O problema é que, ao despedir-se da competição, hoje, diante do J. Malucelli, às 15h45, a impressão que se tem é de que quase nada serviu.

Afinal, o Tricolor chega ao fim da disputa regional em processo de reformulação geral – a segunda com somente quatro meses de temporada. Na primeira mexida, no início de março, o clube demitiu o técnico Paulo Comelli, responsável pela montagem do elenco paranista.

Para piorar, Wágner Velloso, o substituto, também não convenceu a diretoria de sua capacidade nos dois meses que se seguiram. Isso porque, embora tenha livrado a equipe do rebaixamento no Estadual (objetivo para o qual ele diz ter sido contratado), foi desclassificado da Copa do Brasil e deixou precocemente a briga pelo título local.

Dessa forma, vai para o banco de reservas do Ecoestádio sem ter certeza de que será o treinador do Tricolor no Brasileiro.

"Estou fazendo o meu trabalho. Fui contratado para livrar o Paraná do rebaixamento no Estadual e cumpri esse objetivo", diz Velloso. Ele é o técnico do presidente Aurival Correia, mas tem forte oposição no Durival Britto.

Uma derrota para o Jotinha hoje à tarde e uma troca de treinador pode acontecer. Pois, enquanto Correia garante a permanência do ex-goleiro até o final do ano, Wágner Benazzi e Alfredo Sampaio foram procurados por gente ligada ao clube.

Menos complicado seria se a mexida se restringisse ao comando técnico. Nos últimos dias, só se falou em dispensas e contratações. Três atletas estão acertando suas rescisões de contrato (Hernani, Edu Silva e Gedeon) e quatro chegaram (Aderaldo, Murilo Ceará, Bebeto e Gabriel). Mais jogadores serão dispensados e outros vão chegar.

"Não considero que foi um tempo perdido. Tudo é um aprendizado. Levamos boas lições para o Brasileiro, que será um campeonato mais difícil e mais longo", comenta o volante Edimar, um dos poucos a se destacar nesses quatro meses de bola rolando.

Além dele, chamaram a atenção o meia Elvis, o lateral-direito Murilo e o atacante Wellington Silva, este mais pelos oito gols marcados . Curiosamente, os dois primeiros ficaram de fora de boa parte da disputa, seriamente contundidos, e retornarão dentro de um mês. Apenas mais um capítulo do suplício que foi o Paranaense para o Tricolor.

Ao vivo

J. Malucelli x Paraná, às 15h45, no Premiere, e no tempo real da Gazeta do Povo (gazetadopovo.com.br/esportes).

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