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O técnico atleticano Sérgio Soares ouve o auxiliar Leandro Niehues, que estará ao seu lado hoje, durante rápida atividade dos jogadores no centro de treinamentos do Caju | Antonio More/Gazeta do Povo
O técnico atleticano Sérgio Soares ouve o auxiliar Leandro Niehues, que estará ao seu lado hoje, durante rápida atividade dos jogadores no centro de treinamentos do Caju| Foto: Antonio More/Gazeta do Povo

Entrevista

Sérgio Soares,técnico do Atlético.

Você veio para o Atlético para desenvolver um futebol ofensivo. É isto?

Estamos observando, não vamos mudar quase nada do que o Paulo [César Carpegiani] vinha fazendo até porque não tem porque mudar, já que fizemos apenas um treinamento. No decorrer, vamos observar, se tiver características para ser extremamente ofensivo, será com certeza.

A pequena experiência na Série A –14 jogos em 2009 no comando do Santo André – atrapalha?

Ninguém nasce grande. Você nasce pequeno e sem roupa.

Tem de ter a oportunidade para adquirir algo. O Atlético está me dando a oportunidade. Acredito que não tenha segredo, futebol é igual em qualquer canto do mundo, desde que você trabalhe com seriedade.

Já conseguiu conhecer os atletas?

Em 40 minutos de trabalho você não consegue conhecer todo mundo. Dentro do meu princípio que é acreditar e ter um time vencedor, os meninos estão entendendo. Desta forma eu tenho que estar presente [no banco, contra o Vasco] para eles acreditarem na minha proposta.

Está é a grande oportunidade da sua vida?

É uma oportunidade interessante, para o início de carreira. Estou há cinco anos como treinador, mas tenho alguns títulos. Eu digo que é o pulo para o outro lado da calçada. Eu tenho que procurar aproveitar da melhor maneira.

Em 2009, quando você abandonou o Paraná, disse que precisava voltar porque a sua filha sentia a sua falta. Desta vez a trouxe?

Eu sabia que vocês iam perguntar isso. Não deu para trazer, até porque ela está na escola. Quando eu tiver uma folga, já vou voltar para São Paulo. Tranquilo. Podem ficar sossegados, porque se tiver que ficar aqui no Atlético [no ano que vem], vou trazer a minha família para não ter problema.

João Carlos joga por futuro no clube

Com o goleiro Neto servindo a seleção brasileira, quem ganhará uma oportunidade é João Carlos. O arqueiro será o camisa 1 hoje, contra o Vasco, e no sábado, contra o Santos.

Também oriundo das categorias de base do Furacão, o atleta de 22 anos já teve uma passagem pela seleção sub-17. Neste Brasileiro, a única partida foi contra o Guarani, quando Leandro Niehues era o treinador, porque Neto tinha sido expulso na estreia contra o Corinthians.

Mesmo sabendo que voltará ao banco de reservas quando o titular retornar, João Carlos pensa nestas duas partidas como uma alavanca para o futuro. "O Neto vai voltar e vai ser titular, é lógico, mas eu quero ir bem pela confiança. Quero que todos saibam que podem contar comigo quando o Neto um dia faltar, ir embora ou ser vendido", argumentou.

Na partida de hoje, contra o Vasco, às 22 horas, na Arena, a principal atração atleticana estará no banco de reservas. Mesmo depois de orientar apenas um treinamento de 40 minutos, caberá ao técnico Sérgio Soares comandar a equipe em busca da sétima partida invicta e de se manter entre os cinco melhores do Brasileiro.

A favor do Furacão, o retrospecto contra o rival na Arena. Desde que o novo Joaquim Américo foi inaugurado, em 1999, os paranaenses nunca perderam para os vascaínos em jogos do Brasileiro – seis vitórias e um empate. A única derrota, por 4 a 2, em 2007, ocorreu pela Sul-Americana.

Para o duelo, o estreante Soares não poderá contar com o goleiro Neto e o atacante Guerrón, que estão na seleção brasileira e equatoriana, respectivamente, além do atacante Bruno Mineiro, suspenso. Com isso, João Carlos, Maikon Leite e Nieto serão titulares.

A única dúvida está em Branquinho, justamente o jogador que Soares mais conhece, por terem participado juntos do vice-campeonato paulista com o Santo André. Com dores musculares, o meia foi poupado do último treinamento e, caso não se recupere, será substituído por Ivan González.

Como o novo treinador decidiu já ficar no banco de reservas nesta partida, um outro personagem também será importante: o auxiliar-técnico Leandro Nieheus. "Amanhã [hoje] estarei à frente do time lá, dentro do campo, comandando, não tem porque ser diferente. É lógico que terei o Leandro lá para nos dar um auxílio, porque ele conhece muito mais os atletas", reconheceu o técnico.

Para os jogadores, como o vo­­lante Chico, que completará 150 jogos com a camisa rubro-negra, o primeiro contato com o quarto treinador do ano foi positivo.

"A primeira impressão foi boa. Ele veio aqui para vencer, é o mesmo pensamento nosso. No dia a dia ele vai mostrar o que ele pensa. Não vai ser neste jogo que ele vai colocar tudo o que ele acha porque está muito encima", explicou o atleta, satisfeito por neste ano, pela primeira vez, estar brigando pelos primeiros lugares.

Atualmente em 5.º lugar, mas com o Internacional (4.º) já garantido na Libertadores do ano que vem, o Atlético vive a expectativa de que o G3 (grupo que garante vaga no torneio continental em 2011) volte a ser G4 – o que deve ser decidido pela Conmebol no dia 18 de outubro.

Caso a entidade conclua que os quatro melhores do Brasileiro estarão garantidos na Libertadores do próximo ano, uma vitória hoje diante do Vasco manteria o Furacão dentro deste grupo, sem depender de outros resultados.

Já se o G3 for mantido, os três pontos se tornam ainda mais fundamentais para diminuir a distância, hoje de seis pontos, que o separam do Cruzeiro, 3.º colocado.

Ao vivo

Atlético x Vasco, às 22 horas, no PFC e no tempo real da Gazeta do Povo.

Atlético

João Carlos; Élder Granja, Manoel, Rhodolfo e Paulinho; Chico, Deivid, Paulo Baier e Branquinho (Ivan González); Nieto e Maikon Leite.Técnico: Sérgio Soares.

Vasco

Fernando Prass; Fágner, Cesinha, Dedé e Max; Jumar, Rafael Carioca, Fellipe Bastos e Zé Roberto; Rafael Coelho e Éder Luís. Técnico: Paulo César Gusmão.

Estádio: Arena. Árbitro: Paulo César Oliveira (Fifa-SP).

Auxs.: Ednilson Corona (Fifa-SP) e Émerson Augusto de Carvalho (Fifa-SP).

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