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“Sempre bebi e fazia festas, mas resolvia”

O capitão Nem conversou com a reportagem no balcão do bar da sede da torcida Os Fanáticos |
O capitão Nem conversou com a reportagem no balcão do bar da sede da torcida Os Fanáticos
 
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Nem desembarcou na Baixada, no início de 2001, se autoproclamando “o melhor líbero do Brasil”. Condição que, pelo menos entre os atleticanos, ninguém teve motivos para duvidar ao final daquela temporada. No dia 23 de dezembro, em São Caetano, foi o polêmico e rústico zagueirão quem levantou a taça.

“Comigo é assim mesmo. Eu falo e provo. Tinha gente que não acreditava, mas tudo bem, eu não guardo ressentimentos, só alegrias”, afirma Nem, aposentado da bola desde 2009 e tentando embalar na carreira como treinador.

A desconfiança, no entanto, não era por acaso. Até então, o jogador apresentava uma carreira irregular, marcada por alguns lances em que demonstrou, digamos, “força excessiva”. E, mesmo no Furacão, Nem demorou a emplacar.

Por problemas extracampo, chegou a ter a dispensa acertada durante o Brasileiro – disposição da diretoria rubro-negra que ganhou mais força com uma falha clamorosa na partida com a Portuguesa (vitória do Atlético por 3 a 1). O técnico Geninho contornou tudo.

O experiente treinador – que havia trabalhado com Nem, com sucesso, no Paraná no ano anterior – era o único capaz de controlar o zagueiro. Os dirigentes tinham medo, sabiam que o jogador poderia provocar uma rebelião no elenco quando quisesse.

“Eu nunca escondi que sempre bebi, fiz festa, mas lá dentro [do gramado] eu resolvia. Por isso tinha uma liderança. Os jogadores me respeitavam, porque eu lutava por eles junto com a diretoria”, afirma Nem. E assim, na base da confiança, ele entrou para a história.

“Jamais vou esquecer o que passei no Atlético. Aquele mo­­mento em São Caetano, quando pus as mãos na taça, foi o meu auge, uma recompensa por tudo o que vivi no futebol”, finaliza.

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