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Brasileiro

Sinal de alerta

PM promete colocar número recorde de homens em ação no Atletiba da última rodada (4/12). Situação dos rivais aponta para um clássico épico

Pedras soltas e entulhos das obras na Arena e no entorno do estádio podem virar armas nas mãos de vândalos e já deixam a Polícia Militar preocupada para o clássico Atletiba do dia 4/12 | Felipe Rosa/Gazeta do Povo
Pedras soltas e entulhos das obras na Arena e no entorno do estádio podem virar armas nas mãos de vândalos e já deixam a Polícia Militar preocupada para o clássico Atletiba do dia 4/12 (Foto: Felipe Rosa/Gazeta do Povo)
Veja como se desenham os os clássicos da última rodada do Brasileirão |

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Veja como se desenham os os clássicos da última rodada do Brasileirão

A Polícia Militar expôs ontem uma enorme preocupação com o desfecho do Campeonato Brasi­­leiro em Curitiba. O Atletiba da Are­­na, daqui a 12 dias, tem tudo para ser tão épico quanto inseguro.

Devido à inesperada combinação entre matemática, destino e tabela, o duelo entre os rivais – ao que parece – define o calendário de ambos em 2012.

No próximo domingo, às 17 horas, o Rubro-Negro encara o rebaixado América, em Uber­lândia. Na mesma data e horário, o Coxa recebe o também degolado Avaí. Se vencerem, elevam o clássico à condição de épico: o Furacão joga para não cair; o Alviverde, com chance de Libertadores. Pelo menos um vai chorar.

Com isso, a PM promete uma megaoperação para garantir a se­­gurança. Serão cerca de 900 soldados destacados só para a partida – normalmente são cerca de 700. Um acréscimo de quase 30%.

Os policiais estarão espalhados por toda a cidade e região metropolitana. Como complemento, a Guar­­da Municipal de Curitiba e de algumas cidades vizinhas, bem como a Polícia Civil, vão compor a operação.

"Será um tratamento especial. Vamos fazer uma coisa de primeiro mundo, numa dimensão que nunca fizemos", garantiu o coronel Ademar Cunha Sobrinho, co­­mandante do 1.º Comando Regio­­nal da Polícia Militar.

Uma preocupação extra das au­­toridades é com as obras para substituição de calçamento das ruas Brasílio Itiberê e Engenheiros Re­­bouças e intervenções na Praça Afonso Botelho, pois muitas pedras podem ser utilizadas como armas em possíveis confrontos entre torcidas e com a polícia. Como cuidado paliativo, a PM vai fechar a praça na manhã do jogo.

Em relação às calçadas, a sugestão é de que a prefeitura recolha o material e encubra os locais das obras, como foi realizado na final da Copa do Brasil, entre Cori­­tiba e Vasco.

"Haverá uma inspeção ao re­­dor do estádio nesta semana para de­­terminar se aumentaremos o perímetro [de isolamento] por causa das obras", adiantou Cunha So­­brinho.

A prefeitura de Curitiba, por meio da assessoria de imprensa, afirmou que ainda não recebeu nenhum pedido relativo ao as­­sunto e que, a princípio, não in­­terromperá as intervenções nas ruas próximas à Arena.

"Vamos seguir com as obras do anel viário dentro do cronograma. O engenheiro responsável pede apenas que a população respeite a obra", comunicou.

O Atlético, mandante do confronto, garante ter programado uma reunião para definir a questão ainda esta semana.

Dentro da praça esportiva, por exemplo, estuda-se a implantação de uma câmera que filma em 360 graus e em tempo real para auxiliar na prevenção e identificação de infratores nas torcidas.

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