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O presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Onaireves Moura, será denunciado hoje pela procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e poderá ser suspenso de suas atividades como dirigente de futebol por até 8 anos.

De acordo com o procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt, serão feitas três representações contra Moura e outros diretores da FPF. As denúncias se transformarão em três processos distintos a serem julgados já na próxima quinta-feira. As infrações constatadas desrespeitam oito artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), e abrangem desde manifestações desrespeitosas a fraudes e corrupção.

"Embora estejamos em uma campanha pela moralidade no país, isso não saiu da minha cabeça, foram denúncias feitas por três entidades", afirma Schmitt, que prefere, por enquanto, não revelar quais.

Pelo grande número de problemas de gestão constatados pelo STJD desde novembro do ano passado na Federação Paranaense, a idéia do Tribunal era iniciar uma investigação própria na entidade, uma espécie de pente fino. No entanto, com as denúncias, a idéia foi deixada de lado.

"Fizemos um esforço para identificar tudo (infrações) o mais rápido possível. Não sei como isso não veio à tona muito antes", diz o procurador-geral, alertando sobre a gravidade do assunto.

Pelo volume de documentos, Schmitt deixou vários procuradores no Rio de Janeiro cuidando especificamente do assunto. No meio da papelada, no entanto, ainda não foi parar a denúncia feita por Hélio Cury, antigo vice-presidente da FPF.

O opositor de Moura enviou nesta semana ao STJD e à CBF certificados que dão conta da falência da pessoa física Onaireves Moura e de uma condenação do presidente da FPF, o que, pela Lei Pelé, já deveria ser motivo para o afastamento do dirigente.

Neste caso, no entanto, o tribunal ainda está analisando a competência da questão para saber quem irá julgá-la.

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