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Paranaense

Técnicos trabalham para evitar novo “quase”

Ney Franco e Leandro Niehues planejam detalhadamente as ações para o clássico de olho na taça inédita que já escapou de suas mãos

Ney Franco já perdeu um título paranaense pelo Atlético por causa de um jogo | Rodolfo Bührer / Gazeta do Povo
Ney Franco já perdeu um título paranaense pelo Atlético por causa de um jogo (Foto: Rodolfo Bührer / Gazeta do Povo)
O técnico Leandro Niehues ficou perto de levar o J. Malucelli ao título ano passado |

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O técnico Leandro Niehues ficou perto de levar o J. Malucelli ao título ano passado

O mistério feito por Ney Franco e Leandro Niehues para definir Coritiba e Atlético, respectivamente, vai além do rotineiro e conhecido clima que antecede um clássico Atletiba. Reflete o cuidado de dois treinadores que já estiveram bem perto de conquistar o título do Paranaense, mas, por detalhe, viram a taça escapar.

O técnico coxa-branca esteve em situação semelhante quando dirigia o rival, em 2008. Chegou a enfileirar 12 vitórias consecutivas na competição e só perdeu uma partida. Justamente para o Cori­­tiba, na final, em um gol de Hen­­rique Dias, em falha dupla do za­­gueiro Danilo e do goleiro Vi­­nícius.

"O clima é o mesmo. A mesma vivência e expectativa que eu tive lá estou tendo aqui. Estou defendendo o Coritiba com a mesma seriedade", relembrou Ney Franco, que quer um final diferente. "Es­­pero desta vez ter mais sorte e ser campeão junto com o Coritiba".

A experiência do comandante atleticano é ainda mais frustrante. Afinal, no ano passado, dirigindo o J. Malucelli, Niehues obteve a melhor campanha do octogonal final da competição, mas pelo regulamento – que deu dois pontos ao Atlético, por ser o primeiro da fase inicial – acabou como vice.

"Penso que cada situação é uma situação. Eu estava em uma equipe menor. Hoje estou na maior equipe do Paraná", avaliou Lean­­dro. "Ao contrário do ano passado, agora, mesmo com um ponto a menos do que o Coritiba desde o começo, nós podemos vencer".

Mas quem quiser concretizar o sonho de ser campeão paranaense terá de ganhar o jogo. No caso do Coxa, o triunfo significa levantar a taça com antecipação. O Atlético ainda precisaria de uma vitória na última rodada, contra o Iraty, na Arena. E se os discursos foram semelhantes quando os dois treinadores falaram do passado, diferem quando pensam em um futuro próximo e promissor.

Para Ney Franco, o Estadual servirá para empatar suas estatísticas. "Já são cinco finais de estadual consecutivas (duas com o Ipatinga em 2005 e 2006, Flamengo em 2007, Atlético em 2008 e Botafogo no ano passado). E agora, no domingo, mais uma", fala o coxa-branca, fazendo as contas. "Estamos tendo esta competência de sempre chegar até as decisões. E chegando, em alguns momentos você ganha, em outros você não ganha. Ganhei duas, perdi três e espero empatar a conta agora".

Para Leandro, a taça seria a primeira dirigindo uma equipe profissional. "Mas não me sinto pressionado. Para mim, a pressão não é da torcida ou da diretoria. Quem faz essa pressão sou eu mesmo", afirma o rubro-negro. Ele considera uma possível conquista como um prêmio para sua curta carreira. "Esse título, se vier, vai coroar uma coisa que sempre aconteceu comigo. Desde as categorias de formação, sempre participei de comissões técnicas vencedoras".

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