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Brasileirão

Treinador de goleiros do Atlético acredita em "salvação" e sonha com Galatto na seleção

Eduardo Bahia comenta a evolução do time a partir da chegada de Geninho e acredita que o atual titular da camisa 1 do Furacão pode, em breve, chegar à seleção brasileira

Galatto e Eduardo Bahia, durante treino no CT do Caju | Divulgação / CAP
Galatto e Eduardo Bahia, durante treino no CT do Caju (Foto: Divulgação / CAP)

O Atlético Paranaense não é uma das defesas menos vazadas do Campeonato Brasileiro (levou 49 gols em 36 jogos) – fruto de um primeiro turno ruim, que comprometeu a campanha do time em todo o campeonato –, mas é justamente o líder deste sistema defensivo quem tem se destacado. Galatto chegou ao Furacão no começo do ano e teve que amargar quase o primeiro semestre todo na reserva. Porém, quando assumiu a camisa 1 de titular, não largou mais.

Os méritos desse bom desempenho são do próprio goleiro, garante o preparador de goleiros do Furacão, Eduardo Andrade Bahia. "O Galatto é um excelente profissional na mais completa acepção da palavra, dentro e fora do gramado. Esse desempenho acima da média que ele vem tendo é fruto da sua dedicação como profissional", disse, por telefone, à Gazeta do Povo Online.

Nos últimos seis jogos em que esteve em campo, Galatto levou sete gols. Embora o desempenho não pareça muito bom (na média um gol por jogo), quem assistiu aos jogos do Atlético pôde ver o quão essencial foi o goleiro atleticano. No jogo contra o Botafogo, só para exemplificar, Galatto fez pelo menos duas defesas fundamentais. A 1ª no arremate de Eduardo (42 minutos do 1º tempo) e a segunda na cabeçada de Lúcio Flávio (aos 44).

O crescimento de Galatto, segundo Eduardo Bahia, se deve também ao fato de Geninho ser uma presença constante nos trabalhos do grupo, que normalmente são isolados por ter um treinador específico para ele. "Com a chegada do Geninho, o time todo melhorou. Mas como ele foi goleiro e é um especialista na área, passou mais informações e toques especiais".

Apesar de estar cansado de falar sobre o assunto – "Não me pergunte sobre a Batalha dos Aflitos", brincou Bahia – o jogo contra o Náutico e o seguinte, contra o Flamengo, merecem uma atenção especial de todos no clube. "Eu não entro nessa parte de psicologia. Tem gente muito competente aqui no Atlético para isso. Eu trabalho com informações e dados técnicos sobre o adversário. Conversamos sobre isso e só peço para ele controlar a ansiedade e o equilíbrio, coisa que ele tem feito muito bem".

O próprio Galatto assina embaixo das palavras de Bahia. "Entrarei concentrado como sempre faço. Vamos ver como vai ser a recepção, mas temos que estar preparados para tudo e entrar focado ajudar o Atlético. Sabemos das dificuldades de jogar lá. Mas acreditamos que será um jogo disputado e de marcação".

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