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Entrevista com Zé Roberto, técnico da seleção brasileira de vôlei feminino.

Atual campeão olímpico com a seleção feminina, José Roberto Gui­­marães admitiu que o time atual ainda não está no mesmo nível daquele de Pequim-08. "Uns 70%", afirma. Mas a preocupação do treinador é ter um time preparado para o longo tempo fora de ca­­sa, a maratona de jogos e, principalmente, a disputa do Mundial, cujo título inédito é a ambição do ano.

O que esperar de um grupo tão heterogêneo, com a Itália, uma das candidatas ao título, a inexpressiva China Taiwan e o Japão, sempre regular?

Japão e Itália são times que erram pouco, cedem poucos pontos de graça ao adversário. As japonesas são rápidas e muito técnicas. O time italiano conta com jogadoras experientes, em boas condições físicas e maduras tecnicamente. Acho que a Itália será nosso adversário mais difícil na competição. Não tenho muitas informações a respeito da China Taiwan.

Você participou de cinco das oito conquistas do Brasil em Grand Prix. Há um segredo? O que o time deve fazer?

O segredo é a superação. Superar o número de dias fora de casa, treinos intensos, jogos constantes, viagens longas e complicadas. O se­­gredo é ter uma boa preparação física, técnica e psicológica.

Depois da primeira rodada, em São Paulo, o time parte para a Ásia e já joga na semana seguinte. Até que ponto o cansaço pode influenciar no desempenho do time e o que fazer para contornar o problema?

O cansaço pode influenciar sim, principalmente na fase final, mais difícil e mais puxada, com jogos em cinco dias consecutivos. O segredo é a preparação anterior.

Fazendo um paralelo com o time campeão olímpico, em que estágio se encontra a atual seleção?

Digamos que este time seja hoje 70% daquele que foi campeão olímpico. Procuramos uma evolução constante. A seleção está num processo de renovação que começou no ano passado. As mais jovens ainda vão amadurecer e aumentar a experiência internacional.

Até que ponto o resultado no Grand Prix influencia na disputa do Mundial? O torneio funciona como uma espécie de estágio para a disputa?

O Grand Prix nos permite avaliar alguns adversários do Mundial e isso é importante. Utilizaremos a competição também como preparação para o Mundial, nosso principal objetivo no ano. Mas o resultado de um em nada influencia no resultado do outro.

O Mundial é um título inédito para o time feminino. No último torneio, derrota para a Rússia na final, no último set. Quais os principais rivais neste momento?

Numa análise envolvendo os ad­­versários do Grand Prix e do Mun­­dial, aponto Itália, Rússia, China, Sérvia, Holanda e EUA como os rivais mais fortes. (CEV)

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