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Finanças

Trio de Ferro já projeta 2010 no vermelho

Escassez de receitas e dívidas indicam futuro sombrio para Atlético, Coritiba e, especialmente, Paraná. Clubes não escondem temor pela falta de dinheiro

  • PorAna Luzia Mikos, André Pugliesi e Robson De Lazzari
  • 31/08/2009 21:10

"O meu Atlético é melhor"

Angelo Binder

A primeira menção ao rombo de R$ 16 milhões nas contas do Atlético foi feita por Marcos Malucelli ontem pela manhã, em entrevista à rádio Band News FM. O dirigente ainda avaliou o atual time como no máximo nota 7, comentou sobre os atletas afastados após a saída de Waldemar Lemos e classificou o seu Atlético como melhor que o de Petraglia.

O time

"Temos um time mediano. Nota entre 6,5 e 7. Temos um time em evolução, não podemos ficar pessimistas e achar que temos o pior time do mundo. Eu não me iludo. Não temos condições de brigar pelo título no Brasileiro, mas o investimento em chuteiras foi feito. Não é só trazer Claiton e o Alex Mineiro, que são ídolos da torcida, e sim renovar os contratos dos jogadores vice-campeões da Copa São Paulo. Isso também é investimento em chuteira."

Afastados

"De 2002 a 2008, ganhamos milhões de reais em negociação. Mas houve um desperdício muito grande. Agora enxugamos o elenco e afastamos alguns jogadores. Destes, o Antonio Carlos já foi para o Atlético-GO. O Netinho pode ser negociado em breve. O Zé Antônio já foi embora. O Alberto é uma pena que tenha acontecido isso. Ele é um atleta exemplar, tem contrato até dezembro. O Rafael Moura é mais complicado. Ele não quer ir jogar na Série B e ainda não teve a proposta do exterior como ele quer. Ele vai ficar treinando e temos esse ônus. Mas estamos com todos os salários em dia."

Petraglia

"Nós rompemos no início de janeiro. Por problemas internos na área administrativa. Depois tivemos outro problema. Ele me disse que iria renunciar a vaga no conselho. Achava que não poderíamos abrir relacionamento com a imprensa. Havia algumas restrições, eu tirei e ele não gostou. Talvez o Mário tenha pensado que eu como presidente seria uma figura decorativa e ele seguiria mandando no clube. Nós jantamos outro dia para conversar, mas não teve acordo. Hoje ele é praticamente um opositor. Mas pode ter certeza de que o meu Atlético é melhor que o Atlético do Petraglia."

Se depender das finanças, Atlé­­tico e Paraná não conseguirão montar grandes equipes na próxima temporada. Restam quatro me­­­­­­ses para terminar o ano e os clubes já preveem dificuldades para 2010.

O Rubro-Negro aponta para um prejuízo de R$ 16 milhões, segundo o presidente Marcos Ma­­lucelli. Nesta temporada, já foram R$ 18 milhões de rombo verificados em balanço. "Atra­­palha bastante para contratar. É cerca de R$ 1,5 milhão de déficit mensal", lamenta o dirigente.

O Tricolor, por sua vez, não indica um número. Porém, não há mistério. Seguindo na Série B – as chances de subir, no momento, são mínimas –, o prejuízo é certo.

Basta ver que de 2008, quando voltou para a Segundona, para este ano, o saldo negativo paranista saltou de R$ 388 mil para R$ 7,6 milhões. "Não há dúvida que teremos problemas continuando assim", diz o vice-presidente de finanças Waldomiro Gayer Neto.

Horizonte sombrio motivado, principalmente, pelo fracasso nas negociações de atletas durante a janela europeia – a tábua de salvação dos clubes brasileiros atualmente, fechada ontem. Contri­­buiu também a ausência de parceiros.

O Atlético encontrou a Philco recentemente (após um ano e três meses sem patrocinador master na camisa) e o Paraná segue sozinho desde o encerramento do contrato com a Providência, em fevereiro.

Da Arena da Baixada, saídas apenas por empréstimo. Os za­­gueiros Danilo, Gustavo Araújo e Ra­­fael Santos, mais o atacante Di­­­nei, contabilizaram pouco mais de 1 milhão de euros (cerca de R$ 2,7 milhões).

E na Vila Capanema, ninguém foi para o exterior. Apenas o meia Giuliano (Internacional) e o atacante Rodrigo Pimpão (Vasco) re­­forçaram o caixa no início do ano, negociados por cerca de R$ 2,5 milhões e R$ 1,2 milhão, respectivamente.

Mesmo assim, no Atlético o fu­­tu­­ro é encarado com otimismo. O fim de alguns parcelamentos e o não adiantamento das cotas de te­­levisão são os argumentos. "Se do jeito que está, conseguimos to­­car, ano que vem teremos menos parcelamentos", pondera Malucelli.

Já o Paraná prefere não fazer previsões. Por dois motivos: em novembro ocorrerão eleições no clube e ninguém quer jogar a toalha na Série B. "Seria irresponsabilidade pensarmos em algo antes de a competição acabar", afirma Luiz Carlos de Souza, vice-presidente de planejamento.

Coritiba

Realidade que não deve ser muito diferente no Coritiba. Por mais que tenha havido quase um em­­pate (pouco mais de R$ 1 milhão de lucro) entre receitas e despesas, na mais recente verificação das contas, a perspectiva está longe do ideal. Há mais de R$ 10 milhões de dívidas herdadas de outras gestões, que estão sendo quitadas aos poucos.

Em relação à venda de atletas, somente o zagueiro Felipe engordou os cofres do clube, com aproximadamente R$ 1,6 milhão recebido pelo Coxa na transferência para o Standard Liége-BEL, a única transação de vulto no Alto da Glória.

Assim como no Tricolor, a ex­­pectativa é incerta. Em de­­zem­­bro, o Alviverde passará por eleições para o Conselho Administrativo.

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