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Coritiba

Wortmann deve comandar o centenário

Técnico do Juventude pode ser oficializado hoje como o sucessor de Dorival Júnior. Diretoria coxa-branca não confirma a contratação

Ivo: retorno após sete anos. | Arquivo/Gazeta do Povo
Ivo: retorno após sete anos. (Foto: Arquivo/Gazeta do Povo)

Ivo Wortmann pode sacramentar hoje o retorno ao Coritiba após sete anos. O técnico, que comandou a equipe do Alto da Glória em 70 jogos entre 2000 e 2001, já havia apalavrado sua renovação de contrato com o Juventude. Porém, um contato de dirigentes alviverdes com o presidente da equipe gaúcha (Sérgio Florian) pedindo para liberar o profissional, trouxe de volta o técnico para o topo da lista no Alto da Glória.

Ivo havia declarado à Gazeta do Povo, no domingo, que só aceitaria o convite no caso de uma licença oficial do time do Rio Grande do Sul. Conforme a reportagem apurou, Florian não aceitou liberar Wortmann.

Em entrevista ao jornal O Pioneiro, de Caxias do Sul, o dirigente gaúcho elogiou a postura do Coxa em consultá-lo, mas garante que não autorizou a transferência do treinador.

Entretanto, como o contrato de Ivo é apenas verbal, sem nenhuma espécie de multa ou assinatura, a possibilidade de ele assumir o Verdão aumenta consideravelmente. O técnico esteve incomunicável durante todo o dia de ontem, mas já havia deixado claro anteriormente a satisfação em ser o comandante do centenário coxa-branca.

"É uma excelente oportunidade profissional em um clube que abriu as portas para meu trabalho aparecer nacionalmente", afirmou à reportagem na tarde de domingo, quando ainda havia dúvidas de um pedido da direção do Couto Pereira para a cúpula do Juve.

Ontem à noite, a diretoria coritibana ficou reunida para que os integrantes do G9 que administram o Verdão aprovassem ou não a contratação. Quem poderia ter mais restrição com Ivo – o ex-presidente e atualmente diretor financeiro Francisco Araújo, que dirigia o clube quando o técnico deixou o Couto Pereira para seguir ao Cruzeiro –, avisou que não guarda mágoa.

"No mesmo ano (2001), o Ivo voltou e fez um grande trabalho que melhorou muito nossa posição no Campeonato Brasileiro", argumentou o dirigente.

A corrida atrás de Ivo virou prioridade nos últimos dias após sucessivas negativas das primeiras opções da diretoria. Anteriormente, Ney Franco, Vágner Mancini, Adílson Batista e René Simões preferiram ficar nas equipes em que atuaram em 2008 (Botafogo, Vitória, Cruzeiro e Fluminense, respectivamente).

Mais recentemente, Edu Coimbra (auxiliar do irmão Zico no Bunyodkor, do Usbequistão), também disse não e Hélio dos Anjos, teve ontem a confirmação de que, com qualquer resultado na eleição do Goiás (triunfo da situação ou oposição), na quinta-feira, vai permanecer no cargo.

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