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Fintech Conta Azul é uma das 10 startups brasileiras cotadas para virar unicórnio em 2020.
Fintech Conta Azul é uma das 10 startups brasileiras cotadas para virar unicórnio em 2020.| Foto:

O ecossistema de inovação brasileiro recebeu 2020 com tapete vermelho. Queda da taxa de juros, recuperação da economia e apetite de investidores compõe um cenário ideal para negócios tecnológicos integrarem o tão desejado clube do US$ 1 bilhão — os chamados unicórnios. A pesquisa “Corrida dos Unicórnios 2020”, realizada pela empresa de inovação aberta Distrito, mostra quais são as dez startups brasileiras mais cotadas para atingir o status neste ano.

São elas as fintechs Conta Azul (SC), Creditas (SP) e Neon (SP); as Olist (PR),Vtex (SP) e Resultados Digitais (SC), de marketing e publicidade; a healthtech Dr. Consulta (SP); a proptech MadeiraMadeira (PR); a Buser (SP), de mobilidade; e a logtech CargoX (SP).

De acordo com o estudo, os nove unicórnios brasileiros (99 Táxi, Ebanx, Gympass, iFood, Loft, Loggi, NuBank, QuintoAndar e WildLife) captaram mais de US$ 1,2 bilhão em 2019 e US$ 174 milhões em janeiro deste ano — totalizando mais de US$ 1,4 bilhão. “2019 foi 80% mais ativo em venture capital do que 2018. E o grande destaque foram os fundos internacionais”, explicou Daniel Quandt, head de dados do Distrito Dataminer.

Entre os fundos que mais investiram nas startups brasileiras, estão o Kaszek Ventures (16 rodadas), a Monashees (15) e a Redpoint Ventures (13), cocriadora do Cubo Itaú, maior hub de inovação da América Latina. O conglomerado japonês Softbank, por sua vez, movimentou cerca de US$ 1,5 bilhão, investindo em grandes nomes no mundo e no país, como Loggi e QuintoAndar.

“Existe um ceticismo sobre o modelo de injetar um alto valor de capital nas startups, e o Softbank se tornou a face disso. Foi uma queima de capital, a exemplo do WeWork. Mas isso [o prejuízo] está incluso no venture capital. Investimos em 10 negócios para um dar certo”, analisou o executivo.

O estudo da Distrito listou também as startups que têm forte potencial para se tornar unicórnios, embora em um prazo mais longo. São elas: a paranaense Neoway, de big data; a Zenvia, de marketing digital; a Recarga Pay, de pagamentos móveis, a Pipefy, de gestão de produtividade; a Zoop, solução de pagamentos da Movile; e a Weel, de antecipação de recebíveis.

Ecossistema sulista

Na avaliação de Quandt, a região Sul do país está se destacando como uma grande criadora de unicórnios, não só pela qualidade das universidades públicas e privadas como pela quantidade de hubs e aceleradoras locais, como o CoreationLab (SC) e o Distrito Spark CWB (PR). Não à toa, o único unicórnio brasileiro que não é de São Paulo, é do Sul: o Ebanx, de Curitiba. Além disso, quatro das dez startups listadas na pesquisa nasceram na região.

“A região Sul conta com incentivo público e possui um forte perfil empreendedor. Florianópolis, por exemplo, tem o maior número de startups per capita do país: cerca de 40 por 100 mil habitantes”.

Daniel Quandt, head de dados do Distrito Dataminer
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