Pesquisa da Hootsuite aponta cinco tendências que empresas devem considerar quando falamos em presença digital e redes sociais para 2021. Veja quais são elas!
Pesquisa da Hootsuite aponta cinco tendências que empresas devem considerar quando falamos em presença digital e redes sociais para 2021. Veja quais são elas!| Foto: Kon Karampelas / Unsplash

O ano de 2020 mostrou que a presença digital é indispensável. Ao migrarem para o ambiente online, empresas - e pessoas - aprenderam a lidar com uma série de recursos para atingir novos públicos e consolidar estratégias para terem sucesso nas vendas, por exemplo. Mas o que virá em 2021?

Uma pesquisa da Hootsuite, empresa norte-americana de gestão de marcas nas mídias sociais, tenta responder a essa pergunta. Com um relatório que traz um compilado de respostas de 11 mil profissionais de marketing, a Hootsuite mostra para onde empresas devem olhar quando falamos em presença digital e mídias sociais no próximo ano.

Para chegar às cinco principais tendências, a pesquisa também levou em consideração os mais recentes relatórios de multinacionais como Deloitte, Edelman e Forrester. Veja cada uma delas abaixo:

1. Redes sociais são um grande oceano de clientes

Conquistar novos clientes é a principal meta relacionada às redes sociais para 73% das empresas, de acordo com a pesquisa. O número de respostas é 58% maior do que no ano anterior. Por essa razão, o uso estratégico de redes sociais como uma ponte entre companhias e o público é uma das principais tendências para o ano que se aproxima.

A missão para as empresas agora deve ser a de criar um relacionamento de longa data e fidelização com a marca. Na prática, a Hootsuite recomenda que empresas aumentem a variedade de canais de comunicação com o público. Uma escuta proativa, segundo a pesquisa, é essencial para que empresas possam entender opiniões dos clientes e corrigir falhas em tempo real.

Oferecer uma boa experiência de compra em redes como Instagram, Facebook e TikTok será o grande diferencial. “As transações por si só não criam marcas memoráveis ou crescimento de longo prazo. E sentar e esperar que as coisas voltem ao “normal” em vez de construir para o futuro colocará as organizações em séria desvantagem competitiva”, diz o artigo.

2. Marcas irão “entrar na conversa” de vez

O verdadeiro desejo dos consumidores, segundo a pesquisa, será o de usar as redes sociais para se conectar com pessoas - e não com marcas.

Para estarem alinhadas com essa tendência, empresas devem saber quando se posicionar ou não. A pandemia da Covid-19 trouxe um desafio para as marcas sobre que tipo de conteúdo postar nas redes sociais, e a pesquisa mostra que o período evidenciou muitas falhas nesse sentido.

Na contramão, a Coca-Cola foi um caso de sucesso. O artigo cita a empresa, que destinou todos os gastos com publicidade durante a pandemia para esforços no combate à Covid-19 sem deixar de lado a interação com o público nas mídias sociais.

A recomendação para o próximo ano é de não ignorar o consumo passivo de conteúdo, ou seja, postagens e reações para cada publicação. Os respondentes da pesquisa aconselham empresas a investirem em pesquisas periódicas do que é dito pelos clientes nos canais digitais, monitorando conversas e comentários no Instagram, TikTok, Facebook e Twitter.

3. Atenção especial aos baby boomers

Não será mais aceitável ignorar a presença digital das gerações mais velhas. Em 2021, as marcas precisam olhar para os baby boomers, pessoas com idade média entre 33 e 64 anos.

De acordo com a pesquisa, os boomers estão descobrindo novas marcas e produtos graças às mídias sociais, sobretudo ao Facebook. Em 2020, 70% deles comprou algum produto online entre outubro e novembro e 37% afirma que continuarão a fazer isso no próximo ano.

Para as empresas, é hora de repensar estratégias que alcancem não apenas os nativos digitais. A tendência é que, cada vez mais, companhias incorporem as gerações mais velhas na hora de pensar em publicidade online. Para terem sucesso e atingirem esse público, a Hootsuite recomenda que companhias considerem a produção de conteúdo para os baby boomers não apenas pela idade, mas sim seus hobbies e preferências.

4. Uso inteligente de dados

A pesquisa mostra que o uso de dados promove uma conexão valiosa entre empresas e o público. No entanto, nem todas interações feitas por meio das redes sociais irão resultar em novos clientes ou relacionamento de longa data com consumidores, pois muitos deles podem ser spam, por exemplo. Por essa razão, é necessário aprofundar a análise dos dados obtidos em cada rede.

Pesquisa da Hootsuite aponta cinco tendências que empresas devem considerar quando falamos em presença digital e redes sociais para 2021. Veja quais são elas!
| Maddi Bazzocco / Unsplash

Com isso, as empresas vão conseguir afirmar se estão conseguindo alcançar clientes reais e consequentemente, criar relacionamentos de valor com um público que pode se converter em clientes de valor. A integração de dados, segundo a pesquisa, é a solução para isso.

A integração nada mais é do que o rastreamento de todos os resultados de campanhas, orgânicas ou pagas, feitas nas redes sociais. Com um banco de dados integrado a sistemas corporativos como os da Microsoft, Adobe ou Salesforce, as empresas podem entender a relação entre os padrões de comportamento de compra de seus clientes e o engajamento nas redes sociais.

5. Ter um propósito social

Hoje, ações sociais são fundamentais para a construção de uma marca. De acordo uma pesquisa da Deloitte, 60% dos millennials e da geração Z vinculam seus desejos de compra a marcas e empresas que têm impacto socioambiental positivo, sobretudo durante a pandemia.

Para 2021, a tendência é que as empresas passem a levar em consideração a missão real de tornarem o mundo em um lugar melhor, deixando às claras, de forma transparente, suas ações no dia a dia que reforçam esse argumento. Nesse contexto, as redes sociais podem ser um mecanismo para observar as novas crenças e percepções dos consumidores.

Contudo, a pesquisa reforça que o cuidado deve estar na sinergia entre o que é dito pela empresa, e o que é efetivamente cumprido. “Empresas com objetivos certamente estarão do lado certo da história nos próximos anos - mas tornar-se uma não é algo que você possa falsificar ou simplesmente imitar nas redes sociais”, diz o artigo.

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