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Ação Inovadora

Metodologia ativa, tecnologia e treinamentos fizeram FAE virar exemplo de ensino remoto

  • PorVivian Faria, especial para GazzConecta
  • 30/10/2020 08:00
A foto representa o ensino remoto emergencial adotado durante a pandemia. Ela mostra um homem, professor, de perfil, sentado em frente a um computador no qual há slides de uma aula. Ao fundo, há uma parede com uma televisão onde os slides também aparecem.
| Foto: Divulgação.

Quando teve que suspender as atividades presenciais devido à pandemia de Covid-19, a FAE Centro Universitário decidiu que a melhor saída para o ensino remoto emergencial era levar a experiência da sala de aula para o ambiente virtual. Assim, manteve as aulas nos mesmos horários, com as mesmas turmas e os mesmos professores - e vem obtendo um retorno tão positivo da sua comunidade que acabou sendo convidada para contar como conseguiu se adaptar tão bem a esse momento de exceção em um evento promovido pelo Google for Education, em setembro.

O segredo, diz o pró-reitor de ensino, pesquisa e extensão, Everton Drohomeretski, foi começar a se preparar para o futuro com alguma antecedência, usando as ferramentas e tecnologias do programa voltado à educação da Google. “Em 2017 iniciamos a implantação do Google for Education e, nesse processo, já estávamos desde 2015 implantando um sistema de metodologias ativas, ou seja, promovendo uma série de formações para os professores com o objetivo de adotar uma abordagem de ensino por projetos”, afirma.

As mudanças na metodologia e a implantação do Google for Education foram acontecendo gradualmente até 2019, quando todos os cursos passaram a usar, em maior ou menor grau, as novas ferramentas. Quando a pandemia começou a se aproximar, professores e alunos já estavam pelo menos parcialmente familiarizados com elas, e a principal preocupação foi garantir que mesmo os professores que ainda tinham pouca destreza digital conseguissem dar suas aulas sem sofrimento.

“Separamos [os professores] em padrinhos multiplicadores: quem tinha maior nível de capacidade digital apadrinhou quem tinha dificuldade. E começamos um trabalho um a um. Foi o maior programa de treinamentos da FAE”, diz Drohomeretski. De 18 de março até a primeira quinzena de outubro foram mais de 90 capacitações, cerca de três por semana. À medida que as aulas aconteciam, pesquisas eram feitas com os alunos para saber o que poderia melhorar e as questões apontadas por eles eram incluídas ou reforçadas nos treinamentos.

O pró-reitor destaca ainda outra ação importante da instituição para lidar com a nova situação: montar um comitê para gestão da crise antes mesmo de a crise de fato se instalar e as aulas presenciais serem suspensas. Assim, foi possível organizar as capacitações e garantir a estrutura necessária para realizar as aulas no ambiente virtual. Além disso, o esforço de toda a equipe permitiu que os cerca de seis mil alunos do centro universitário não perdessem um só dia de aula.

O resultado apareceu nas pesquisas de satisfação feitas com os alunos, mas foi sentido principalmente no engajamento deles com as aulas. Na recém-lançada graduação de Negócios Digitais, na qual o trabalho de conclusão de curso consistirá em criar uma empresa, a turma concordou em fazer um teste já no segundo ano e vai abrir e gerenciar duas empresas em 2021. “Essa pandemia nos mostrou que temos que ser rápidos nas mudanças e que, se alunos e professores acreditarem, conseguimos ir muito mais longe”, avalia Drohomeretski.

Apesar de todas as incertezas com relação à pandemia, o plano de volta às atividades presenciais já está pronto - e vai envolver o aprendizado e a experiência deste período, conectando estudantes presencial e remotamente, usando as novas metodologias e ferramentas tecnológicas em sala de aula e promovendo a colaboração entre toda a comunidade da instituição.

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