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Workhub
Intranet da Workhub: produto é entregue em sete dias e leva em conta design e usabilidade.| Foto:

A migração quase mandatória do trabalho presencial para o remoto no início da pandemia de coronavírus no Brasil, em março, revelou muitos gargalos de processo que aconteciam de forma eficaz no modo presencial e se perderam - ou ficaram complicadas - em um mundo que precisou mudar a chave. Esse contexto revelou uma dor comum em empresas de diferentes portes: a intranet ser pouco atraente, ineficaz ou sequer existir.

Fundamental na melhoria do fluxo de comunicação entre os funcionários e para disponibilização de informações e serviços, o portal colaborativo interno é encarado como algo complexo, caro e que muitas vezes vai sendo postergado no dia a dia. "Intranet é um tipo de projeto que todo mundo já sofreu. Quem implementou tem sempre uma história de dor, de ser algo longo, caro", diz a CEO da Workhub Digital, Andréa Migliori. Nos últimos 15 anos, ela conduziu projetos de comunicação corporativa e implantação de intranets, portais corporativos, aplicativos e redes sociais internas.

Observar esse problema recorrente foi o que a levou a fundar a Workhub, que iniciou suas atividades em março de 2020. A  HR-Tech, uma spin off da Agência Badaró (que, em seus sete anos de atuação, entregou mais de 30 projetos de intranet para grandes marcas como Outback, Banco do Brasil, Rede Globo, entre outras) usa a experiência do design e usabilidade, expertise da Badaró, e entrega uma intranet pronta. O portal é instalado no Microsoft SharePoint (plataforma da bigtech usada por boa parte das empresas e que segue todas as normas de governança e compliance).

Nos oito meses de funcionamento da Workhub, mais de 5 mil usuários já foram impactados, com clientes no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.

A ideia de desmembrar a agência em uma nova empresa estava nos planos de Andréa desde o final de 2019. "Tomamos a decisão de fazer isso no segundo trimestre, o que coincidiu com a pandemia" , relembra a CEO, que fala que a Workhub é "pandêmica no bom sentido", por buscar um modelo escalável (como toda a startup) e ter um time que trabalha 100% remotamente. A equipe, de 15 pessoas, é formada por profissionais de  Tecnologia da Informação, designer UX, marketing e comercial, que moram em estados como Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo.

Produto simples 

Buscando se distanciar daquela ideia de que implantar a intranet é algo problemático, a da Workhub é oferecida como um produto pronto para ser instalado, sem mensalidades, custos com licenças e com execução rápida: em sete dias, o cliente começa a utilizar a solução com todas as funções prontas.

De acordo com  Andréa, a ideia central da Workhub é oferecer um produto de qualidade, com boa navegabilidade e preço mais acessível. Além disso, há a economia de tempo e de pessoas dedicadas a projetos feitos de modo convencional, e também financeira. Projetos de intranet convencionais que costumam começar em R$ 100 mil (mas podem chegar até a quase R$ 1 milhão, dependendo do porte da empresa), começam em R$ 20 mil na Workhub.

Canal único de informações melhora fluxo de informações nas empresas.
Canal único de informações melhora fluxo de informações nas empresas.

O uso é responsivo. Ou seja: acessado de qualquer computador, tablet ou celular. Segue à risca um conceito que a CEO pontua ser fundamental no "novo normal": o remote first (produtos desenvolvidos já com o intuito de atender ao trabalho remoto). "Esse é o próximo grande desafio do RH e da tecnologia. Pensar primeiro na experiência remota e depois trazer ao físico" frisa Andréa. Para 2021, a ideia é lançar um aplicativo para aplicar ainda mais esse conceito.

Feedback e pertencimento 

Desde o início do projeto, clientes têm retornado com um bom feedback: além da facilidade, um canal de comunicação único ajudou empresas a melhorarem o seu fluxo e informações com os colaboradores. "A área de comunicação de um dos nossos clientes, do segmento industrial, disse que eles deixariam finalmente de ser spam. Todas as comunicações iam por e-mail. Tinha muita confusão de pessoas que não viam, ou consideravam versões anteriores de um documento. De colaboradores, ouvimos que informações mais acessíveis deram um sentimento de pertencimento, o que é muito legal. No fim, gera uma mudança cultural" ressalta Andréa Migliori.

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