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Repositor sob demanda da Anthor.
A startup curitibana deve direcionar o aporte para expansão do negócio e desenvolvimento da tecnologia.| Foto: Divulgação/Anthor

A startup Anthor nasceu em 2019 com a missão de conectar prestadores de serviço e empresas que precisam de profissionais, de forma flexível e sob demanda. Para alavancar seu crescimento e alcançar os objetivos, a empresa curitibana anunciou nesta sexta-feira (25) a captação de um investimento no valor de R$ 7 milhões, divulgado com exclusividade pelo GazzConecta.

A rodada de investimento, primeira após o aporte Anjo que deu início à empresa, contou com a participação dos fundos Goodz Capital, ZFM, Curitiba Angels, Amancio Sampaio, CHP e Monte Carmelo.

O investimento será direcionado principalmente para melhoramento da tecnologia, comunicação e expansão para cidades brasileiras como Recife, Belo Horizonte, Porto Alegre, Fortaleza, Rio de Janeiro e Salvador, até o fim do ano. Atualmente, a plataforma atua em Curitiba e região metropolitana, Cascavel, Maringá, Foz do Iguaçu, além do litoral catarinense e grande São Paulo.

Todos os planos levam para um principal objetivo: aumentar o número de missões executadas no aplicativo. No modelo de negócio do Anthor, pessoas que desejam realizar pequenos serviços para supermercados em forma de complemento de renda se cadastram na plataforma e executam atividades às empresas parceiras.

O cadastro custa uma taxa mensal de R$ 1,99, para acesso à lista de estabelecimentos que precisam de profissionais. O prestador é contratado por período e pode levar de 15 minutos até um dia para cumprir a tarefa. Em troca, recebe de R$ 10,50 até R$ 100 pelas missões, variando de acordo com o tempo e complexidade do serviço.

Na outra ponta, a marca ou estabelecimento se cadastra para requisitar um profissional, seja ele para reposição de mercadorias em gôndolas, separação de produtos para o e-commerce, contagem de estoque e picking – separação de produtos em supermercados para compra via aplicativo.

A empresa curitibana se posiciona no mercado como um marketplace de mão de obra, segundo Guido Jackson, fundador da startup. “Somos um aplicativo de mão de obra flexível. Em uma ponta temos pessoas que prestam serviço, e na outra um estabelecimento que precisa de um trabalho pontual. Nós somos a ponte entre quem precisa de serviços e quem quer ter uma renda, em troca de uma comissão desta transação”, conta.

Guido Jackson, fundador da Anthor. Foto: Divulgação/Anthor
Guido Jackson, fundador da Anthor. Foto: Divulgação/Anthor

Desde a fundação, a empresa realizou mais de 180 mil tarefas em estabelecimentos, direcionando R$ 3 milhões de pagamento aos prestadores. Hoje a plataforma conta com 2,5 mil pessoas cadastradas para trabalhar em 2 mil estabelecimentos, divididos entre as cidades de atuação.

Segundo Guido, no ano passado a empresa cresceu 700% em volume de serviços prestados, e o novo aporte deve fazer com que o crescimento da startup permaneça em escalada.

Para um dos investidores, Dongley Martins, do fundo Goodz Capital, o aporte fortalece um segmento de oferta de serviços como um dos mais promissores da atualidade.

“Aderimos à primeira rodada de investimento do Anthor entendendo que esse modelo de economia colaborativa seria uma tendência no mercado de varejo e industrial. Acompanhamos de perto o crescimento e amadurecimento da empresa. Acreditamos que é um modelo de negócio com forte apelo social e de governança estabelecido, valores que são de grande importância para a Goodz”, comemora. 

Precarização do trabalho vs. oferta de renda e flexibilidade 

O modelo de negócio do Anthor é semelhante a algumas gigantes de tecnologia como Uber e iFood – amplamente criticados pela possível precarização do trabalho, cenário que foi acentuado pela pandemia.

Como um dos pilares do Anthor é justamente a distribuição flexível de renda, durante a pandemia a startup curitibana viu sua fila de espera por cadastros chegar a 50 mil pessoas. Hoje este número é de 18 mil.

Para Guido, o grande objetivo do Anthor é justamente promover a inclusão e ofertar uma saída para captação de renda.

"Nossa meta como empresa é o contrário da precarização. Entendemos que vamos trazer uma nova maneira de trabalhar, permitindo que pessoas possam fazer o que querem, quando querem, ganhando mais", descreve Guido.

Ainda para o CEO, o serviço também é um projeto de sustentabilidade, já que o software permite que o prestador de serviço trabalhe na região onde mora, permitindo a redução da mobilidade, impactando na qualidade de vida e sustentabilidade.

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