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Não é hambúrguer

Depois de leite e maionese à base de plantas, startup quer fazer hambúrguer

  • PorPatrícia Basilio, especial para Gazeta do Povo
  • São Paulo
  • 02/01/2020 11:19
A companhia já lançou o leite Not Milk, maionese Not Mayo e sorvete Not IceCream.
A companhia já lançou o leite Not Milk, maionese Not Mayo e sorvete Not IceCream.| Foto: Divulgação/NotCo

No Brasil desde maio, a NotCo (NotCompany), startup chilena de alimentos à base de plantas, quer ser mais do que a empresa financiada por Jeff Bezos, fundador da Amazon, a multinacional investe no uso de inteligência artificial para combinar plantas e produzir produtos veganos que substituam os de origem animal com eficiência — sem que a diferença no paladar seja grande. Após lançar leite (Not Milk), maionese (Not Mayo) e sorvete (Not IceCream) à base de plantas, a companhia deve comercializar também hambúrguer vegano a partir de 2020.

A NotCo foi fundada em 2015 pelos chilenos Matias Muchnick, Pablo Zamora e Karin Pichara, formados em bioquímica e ciências da computação nos EUA. Sucesso entre os investidores, a empresa levantou US$ 33 milhões do fundo Bezos Expeditions, de Bezos, e conseguiu aportes do Kaszek Ventures, dos fundadores do Mercado Livre, e da Maya Capital, liderado por Lara Lemann e Monica Saggioro.

“A NotCo é mais uma inovação no modo de pensar do que no modo de produzir. As pessoas têm uma relação emocional com a comida. Muitas lembram o que a avó cozinhava, por exemplo. É difícil imaginar que nosso leite seja feito de ervilha, chicória e repolho”, explicou Luiz Augusto Silva, presidente da NotCo no Brasil.

De acordo com o executivo, que trabalhou com produtos veganos na Danone Argentina, o diferencial da startup está em como as fórmulas de cada alimento são criadas. “O produto só tem plantas, não colocamos chip em nenhum deles”, ironizou Silva.

Receita envolve algoritmos

A receita, porém, não é simples e envolve muita tecnologia. Algoritmos de inteligência artificial, apelidados de Giuseppe, recompõe gostos e texturas de aproximadamente 30 mil plantas até atingirem combinações ideais ao paladar do ser humano.  “Quando chegamos a uma cópia perfeita [do alimento de origem animal], o produto é escalado”, detalhou.

E como a produção no Brasil teve início em novembro (antes os produtos eram importados), Silva frisou que a marca ainda não possui fábrica própria. Desta forma, a produção é feita por subcontratação de fábricas com capacidade ociosa. “Como nosso maior volume de vendas é em leite vegetal, é razoável imaginar a fabricação própria no futuro.”

Presente em supermercados premium de São Paulo, a NotCo vai ampliar sua rede de distribuição ainda este mês, chegando a Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Goiás e Distrito Federal. Em 2020, a expansão vai contemplar as regiões Norte e Nordeste. “Queremos consolidar nossos produtos no mercado e, eventualmente, lançar o hambúrguer vegetal. O desafio é criar parcerias com as fábricas”, avaliou.

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Comentários [ 2 ]

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  • C

    Cecília

    ± 0 minutos

    Este ramburger deve fazer tão bem quanto a nossa margarina. A margarina é puro veneno, muito pior do que a manteiga para quem não sabe.

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    • M

      Michel

      ± 2 horas

      Fazer o sabor e a textura parecidos ao alimento original pode ser. Quero ver trazer todos os benefícios nutricionais que o produto natural tem.

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