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C6 Bank
Com o investimento, a instituição financeira foi avaliada em R$ 11,3 bilhões| Foto: C6 Bank/Perkins & Will

A fintech C6 Bank anunciou, nesta quarta-feira (2), o recebimento de um aporte no valor de R$ 1,3 bilhão, que confere ao banco digital o título de unicórnio brasileiro (empresa avaliada em mais de 1 bilhão de dólares). O investimento foi realizado diretamente na Carbon Holding, que detém a maior parte de suas ações, que avaliou a fintech em R$ 11,3 bilhões de reais, pouco mais de US$ 2 bilhões.

A rodada foi liderada pelo fundo Credit Suisse, com a participação de 40 investidores privados. A transação está sujeita à análise e aprovação do Banco Central. Lançado há cerca de um ano e meio, o C6 Bank foi fundado por ex-executivos do BTG Pactual.

O CEO do banco, Marcelo Kalim, explica que um dos objetivos da instituição é ampliar os planos de expansão. “Este aumento de capital nos permite acelerar o crescimento do banco. Continuaremos investindo para aumentar a base de clientes, completar o desenvolvimento da plataforma de investimentos e avançar em novas linhas de negócio”, diz.

Em um ano, se o crescimento seguir a passos largos, o banco poderá encerrar 2021 com o capital aberto, ou no Brasil, ou nos Estados Unidos - destino, muitas vezes, de empresas ligadas à tecnologia.

Kalim, que saiu do BTG Pactual para fundar o C6, comenta que o próximo passo para dar mais robustez ao banco, na frente de investimentos, será dar acesso aos clientes a produtos de investimento diretamente no exterior. Em janeiro, serão acoplados alguns fundos internacionais, mas a ideia é permitir ao cliente a compra também de ações diretamente de Bolsas estrangeiras, o que deve ocorrer até o fim do primeiro semestre. O C6 já possui a conta global, com saldo em dólar.

O aporte de R$ 1,3 bilhão foi o segundo que o C6 fez com novos investidores, ou seja, fora do grupo dos fundadores. O primeiro foi no valor de R$ 525 milhões e concluído em julho. "Quando precisarmos de mais capital a alternativa lógica será a abertura de capital. Se a janela estiver aberta como está agora, olhar para 12 meses é um bom horizonte", afirma Kalim.

O banco conta com mais de quatro milhões de contas abertas e está presente em 99% dos municípios brasileiros. O volume transacionado na sua plataforma de pagamentos atinge R$ 1,5 bilhão por mês. Entre os serviços ofertados pela fintech estão conta sem taxa de manutenção, cartão múltiplo, além de transações gratuitas.

*Com informações do jornal O Estado de São Paulo

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