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Deborah Folloni, CEO e fundadora da adtech Chili Gum.
Deborah Folloni, CEO e fundadora da adtech Chili Gum.| Foto: Divulgação

A produção de qualquer vídeo publicitário não envolve poucas etapas. Ela inicia com o orçamento, passa pela pré-produção – que envolve roteiro, aluguel da locação, contratação dos profissionais e do elenco; vai para o set de filmagem, com a captação das cenas e, por fim, chega à pós-produção: edição de cor, de som e o desdobramento dos vídeos para os mais diversos formatos, como Instagram, Facebook, Youtube, televisão.

Foi para tornar esse processo de desdobramento escalável que nasceu a Chili Gum, startup de publicidade (adtech) criada por Deborah Folloni em 2015, que automatiza a criação de vídeos a partir de dados estruturados. Para isso, cada cliente sobe um modelo de vídeo pronto que serve como base, além de uma planilha que contém todas as informações contidas nele – como nome do produto, foto, preço.

É a partir da variação desse conteúdo nos vídeos que a plataforma cria milhares de novas opções (vídeo). Depois de prontas, as peças são enviadas para as contas de anúncios dos clientes, que se encarregam da sua publicação e impulsionamento. Em 36 meses, a plataforma já criou mais de 6 milhões de peças.

Com isso, segundo Folloni, alguns de seus clientes aumentam sua produtividade em até 13 vezes; outros reduzem custos em até 80%. “A gente promove a criatividade automatizando tarefas que parecem criativas, mas que na verdade são mecânicas, copiando e colando informações. No digital, a produção se torna replicação – como fazer 50 versões do mesmo arquivo”, relata a CEO.

Aporte de R$ 2 milhões durante a pandemia

Hoje, a carteira da Chili Gum inclui empresas como Magazine Luiza e Rappi. Seu modelo de negócios é voltado a anunciantes de grande porte com larga produção de vídeos. No entanto, ela surgiu como plataforma voltada a pequenas e médias empresas (PMEs) com um investimento-anjo de R$ 600 mil realizado por Alexandre Badolato, em 2015.

Na sequência, Folloni mudou seu público-alvo para grandes empresas e passou a ter mais dois sócios: Leonardo Sales, cofundador da Movile, e Rogerio Benetti, cofundador das startups Fiveware, Icaptor e Elbruus.

Mas foi em meio à crise do novo coronavírus que a startup chamou a atenção de outros investidores. Em 25 de junho, a Chili Gum anunciou a captação de R$ 2 milhões dos fundos BR Angels e GV Angels.

Folloni em apresentação da Chili Gum para investidores da BR Angels no início de 2020.
Folloni em apresentação da Chili Gum para investidores da BR Angels no início de 2020. | Divulgação

Segundo Folloni, o investimento será voltado à fase “go-to-market fit” – transferir as vendas do produto das mãos dos sócios, que hoje correspondem a 80% do faturamento, para um time comercial que traga previsibilidade, escala e lucratividade. A ideia é aumentar o número de colaboradores de 15 para 34 até o fim do ano.

“Boa parte do investimento vai para montar uma equipe comercial e trazer canais de captação de clientes. Por outro lado, também vamos buscar fornecer soluções mais completa para clientes com relação a formatos e conexão a novas redes de anúncios”, relata.

E não é apenas a equipe que deve aumentar. Mesmo com a pandemia, a CEO prevê um aumento no faturamento anual de mais de 100% em comparação com 2019. Além disso, o futuro prevê o fortalecimento em países latinos. “A Chili Gum já atende clientes na América Latina. Nos próximos meses, devemos começar a fazer contratações para fincar nossa bandeira pela Latam”, pontua a CEO.

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