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Corporate venture capital

Investimento global em corporate venturing dobra em 2018

  • PorPatrícia Basilio, especial para Gazeta do Povo
  • 05/03/2020 18:55
Investimento global em corporate venturing dobra em 2018
| Foto: Austin Distel/Unsplash

O mercado de corporate venturing cresce continuamente no mundo, conforme grandes empresas confirmam o retorno financeiro que negócios escaláveis, inovadores e tecnológicos podem gerar à sua carteira. Uma pesquisa realizada no ano passado pela 500 Startups com 100 empresas de 35 países, incluindo o Brasil, aponta que mais de US$ 60,8 bilhões foram investidos em 1.065 negócios em 2018 — um crescimento de 103% em relação a 2017. No entanto, segundo o fundo norte-americano, o mercado brasileiro ainda está processo de amadurecimento, principalmente com o atual momento de queda de juros.

O capital de risco corporativo, também conhecido como corporate venture capital, é o investimento de fundos corporativos em empresas iniciantes — ou seja, em startups. O modelo costuma ser dividido em dois objetivos: financeiros (orientados por retornos financeiros, implementam cultura empreendedora e têm integração com as unidades de negócios) e estratégicos (orientados por retorno estratégico, com abordagem mais corporativa e também integram seus investimentos com as unidades de negócio).

“As empresas brasileiras precisam pensar em uma estratégia integrada de inovação. Assim, decidirão se farão investimento, aquisição ou parceria. O investimento em inovação ainda é muito incipiente no Brasil e as empresas não sabem muito o que fazer. Por isso, o CVC não é tão amadurecido”, explicou Bedy Yang, sócia da 500 Startups ao GazzConecta, em evento realizado na última quarta-feira (3/3) no Cubo Itaú, maior hub de empreendedorismo da América Latina, em São Paulo.

De acordo com Bedy, investidores com objetivos financeiros atuam com mais frequência em tecnologia e serviços financeiros, e costumam ter uma taxa maior de retenção de talentos maior, uma vez que a estrutura interna é mais independente e pouco verticalizada.  “O capital de risco corporativo não é bem visto hoje em dia pelos empreendedores. A maioria quer fundos de investimento do Vale do Silício. Por isso, os fundos de CVC têm que definir como vão se diferenciar e como vão ajudar os empreendedores, e isso exige uma estratégia bem definida”, reforçou a executiva, no evento do Cubo.

Futuro promissor para startups 

Empreendedores que desejam captar este tipo de investimento têm uma boa notícia: 55% dos fundos ouvidos pela pesquisa da 500 Startups afirmam que têm planos de expansão. Entre os setores mais atrativos para investimento no futuro estão os de inteligência artificial, machine learning, big data, internet das coisas (IoT), cidades inteligentes e segurança.

Fundada em 2010 no Vale do Silício (EUA), a 500 Startups já investiu US$ 560 milhões em 2.300 empresas, 44 delas brasileiras — como as curitibanas Pipefy e Olist e a catarinense Conta Azul. Do total de companhias que receberam investimento, 16 são unicórnio, com valor de mercado acima de US$ 1 bilhão.

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