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Alessio Alionço, fundador e CEO da Pipefy.
Alessio Alionço, fundador e CEO da Pipefy.| Foto: Eduardo Macarios

Após um 2019 de pleno crescimento, a curitibana Pipefy começou este ano com um desafio comum a todas as empresa do mundo: enfrentar a crise provocada pelo novo coronavírus. No primeiro trimestre, a startup sentiu o impacto da pandemia em seu faturamento como resultado do corte de custos dos clientes. Em três meses, contudo, a plataforma de gestão de serviços reverteu as perdas e incluiu novos clientes em seu portfólio. Para isso, segmentou as soluções por setor e renegociou contratos.

Com as ações, a empresa prevê dobrar de tamanho em 2020 e triplicar a base de grandes contas, como IBM e Atento, até o ano que vem. Atualmente, a empresa tem uma base de 15 mil clientes.

“Tivemos uma procura muito grande no segundo trimestre porque as empresas não têm mais os colaboradores dentro do escritório. Elas saíram desesperadas atrás de tecnologia para permitir que as pessoas trabalhassem de forma remota. Crescemos 26% a mais do que esperávamos para o período”, calcula Alessio Alionço, CEO e fundador da startup curitibana, que é residente do Cubo Itaú, maior hub de empreendedorismo da América Latina, e tem unidade no Vale do Silício (EUA).

Segundo Alionço, as dificuldades do primeiro trimestre fizeram com que ele pensasse em uma abordagem mais horizontal para o negócio e priorizasse setores com mais demanda de mercado, como finanças, saúde e e-commerce.

“Estamos dividindo nossa plataforma como se fosse um supermercado, com os serviços separados por áreas. Queremos atender todo mundo da melhor forma”, explica, sem revelar o faturamento da empresa.

Chancela para vendas

Além ser bem-sucedida com a estratégia de segmentação de serviços, a Pipefy foi a única startup brasileira destacada no G2’s Summer 2020 Grid, ranking do principal site de avaliação de softwares do mundo, elaborado a partir de avaliações de consumidores, divulgado em julho. A plataforma foi apontada nas categorias de “Melhor Software de Gerenciamento para Ritmo de Trabalho” e “Melhor Software de Gerenciamento para Processamento de Negócios” .

De acordo com Michael Fauscette, diretor de pesquisa do G2, as classificações dos relatórios são baseadas em dados fornecidos por usuários reais, o que garante mais credibilidade aos dados. “Estamos empolgados em compartilhar as conquistas dos produtos classificados em nosso site porque elas representam a voz dos usuários e são informações importantes para potenciais compradores em todo o mundo”, relata.

Para Alionço, ser destacado pelo G2 é uma chancela que ajuda no relacionamento com clientes — principalmente os de grande porte, que a Pipefy deseja conquistar. “Muitas empresas só contratam serviços que tenham esse endosso. Em uma das categorias, concorremos com 400 fornecedores de todo o mundo”, detalha o empreendedor.

Fundada em 2015, a Pipefy já recebeu mais de 60 milhões de dólares em investimentos de fundos como 500 Startups, Redpoint eventures, Valor Capital, Founders Fund, Insight Partners OpenView e Trinity Ventures.

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