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No Minha Viagem, o usuário cadastra a reclamação e os mediadores entram em contato com a empresa responsável para propor uma solução amigável para o caso.
No Minha Viagem, o usuário cadastra a reclamação e os mediadores entram em contato com a empresa responsável para propor uma solução amigável para o caso.| Foto: Bigstock

A startup de resolução de conflitos fora do âmbito judicial MOL – Mediação Online lançou, nesta semana, uma ferramenta gratuita para ajudar consumidores com problemas relacionados a cancelamentos e alterações em viagens por conta da crise do coronavírus.

No Minha Viagem, o usuário cadastra a reclamação e os mediadores entram em contato com a empresa responsável pelo produto ou serviço oferecido para propor uma solução amigável para o caso — sem que seja necessário entrar com uma ação judicial. Em formato de teste, a MOL está atendendo 22 casos que envolvem 10 empresas. As principais reclamações recebidas foram sobre cancelamentos de viagem.

Um levantamento realizado pelo Reclame Aqui a pedido da Gazeta do Povo aponta que 22.756 mil reclamações sobre agências de viagens no Brasil foram realizadas entre 1º de janeiro e 15 de abril. Delas, 98% (22.440) foram feitas de 1º de março a 15 de abril. Queixas realizadas por brasileiros sobre companhias aéreas nacionais e internacionais no acumulado do ano chegam a 9.345. Deste total, 98% também foram realizadas de 1º de março a 15 de abril.

“Criei a plataforma pensando em um problema dos meus pais, que tinham uma viagem comprada para Portugal mas não puderam ir. Até agora eles não obtiveram resposta sobre o cancelamento. O cliente, em geral, entende o problema da pandemia, mas não receber resposta é outro problema”, explicou Camilla Lopes, cofundadora da MOL, startup residente do Cubo Itaú, maior hub de empreendedorismo da América Latina.

De acordo com a advogada, após o fim da crise do coronavírus, a ferramenta continuará sendo oferecida, mas a MOL avalia se ainda estará disponível para clientes finais — ou seja, pessoas físicas, uma vez que a startup trabalha no segmento B2B, apenas entre empresas.

“Por hora, podemos garantir que o site vai continuar aberto para as empresas que quiserem mediar conflitos com os clientes. Se o contrato for firmado, oferecemos dez casos gratuitamente”, destacou Lopes.

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