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Startup de jatos particulares, Flapper teve movimento 69% maior no primeiro trimestre de 2020 com relação ao mesmo período de 2019. Na foto, o CEO Paul Malicki, e o CTO Arthur Virzin.
Startup de jatos particulares, Flapper teve movimento 69% maior no primeiro trimestre de 2020 com relação ao mesmo período de 2019. Na foto, o CEO Paul Malicki, e o CTO Arthur Virzin.| Foto: Pedro Vilela / Agencia i7

A crise do novo coronavírus mudou os planos da mineira Flapper, conhecida como “Uber da aviação executiva”. Há quatro anos no mercado de fretamento de voos particulares, a startup desbravou novos ares este ano ao participar da busca de brasileiros presos no exterior por conta do novo coronavírus.

A demanda de clientes internacionais que solicitaram voltar ao Brasil por jatos e aviões fretados cresceu 69% os primeiros três meses de 2020 com relação ao mesmo período de 2019, informou a empresa.

“A repatriação é uma oportunidade e temos de ajudar. Cerca de 60% das embaixadas que falamos no exterior não conseguem mais receber e-mails pelo excesso de pedidos por resgate. Jatos executivos de longo alcance e aviões de linhas aéreas responderam por mais de 50% de todos os pedidos que recebemos nos três primeiros meses do ano”, contabiliza Paul Malicki, CEO da Flapper. Um voo internacional de um país da América Central ao Brasil, segundo o executivo, pode custar US$ 1.300 (R$ 6.600) por passageiro se houver duas escalas.

Segundo Malicki, a demanda por repatriação vai continuar por no mínimo dois meses, mas já não é tão grande quanto no primeiro trimestre do ano. O foco da Flapper agora está em subfretar aviões de carga para transportar itens médicos, como respiradores e máscaras.

“Trabalhamos com aviões que carregam de 20 a 75 toneladas, com rotas internacionais que custam de US$ 560 mil a US$ 1,5 milhão”, acrescenta.  

Apesar da crise econômica global, a Flapper deve fechar 2020 com faturamento positivo por conta dos novos serviços. Não à toa, Malicki pretende continuar ofertando voos de carga após o fim da pandemia.

“Nossa previsão é aumentar a receita porque os voos [que estamos fazendo] são longos. Três voos maiores correspondem a 150 voos menores em receita. Se a empresa só fizer voos executivo, terá muita dificuldade para lidar com a crise”, analisa o CEO.

Crédito para negativados

Com o aumento do desemprego no Brasil em decorrência da crise econômica global, é inevitável o crescimento do endividamento da população. Atento a esse cenário, Antonio Brito, cofundador da SuperSim, fintech que oferece de R$ 500 a R$ 2,5 mil em empréstimo para as classes C e D, decidiu ampliar a oferta de crédito para negativados por meio da garantia por bloqueio de celular, lançada em dezembro do ano passado.

O produto funciona da seguinte maneira: assim que o sistema autoriza a liberação de crédito para o cliente, — por meio de análise de dados, questionário e inteligência artificial — a fintech pede autorização para instalar um programa de bloqueio em seu smartphone. Esse é o software que trava o aparelho quando o empréstimo deixa de ser pago — o chip permanece intacto.

“Queremos promover a inclusão financeira de trabalhadores de não têm acesso a crédito. Nosso público-alvo vai sentir essa crise como ninguém. Por este motivo, acredito que nosso serviço será mais necessário do que nunca”, relata o executivo.

De acordo com o economista, a demanda pelo produto já está crescendo e tende a ser ainda maior no segundo semestre, quando a taxa de inadimplência no país deve disparar. A dificuldade, diz Brito, está em buscar recursos para dar conta de tantos pedidos. Este ano, a fintech espera crescer até oito vezes em relação a 2019. “Temos mais demanda do que capital. No Brasil, a competição para captar dinheiro é maior do que a batalha para conquistar clientes”, compara.

Mais pets na quarentena

Recursos financeiros não são problema para a Petlove — ao menos, não este ano. O primeiro petshop virtual do país recebeu um aporte de R$ 250 milhões do SoftBank na semana passada. Com os recursos, a empresa pretende expandir o serviço de assinaturas e investir na plataforma que reúne veterinários e pequenos petshops — projeto lançado antecipadamente no final de março.

“Registramos um crescimento de 20% no período que antecedeu a crise do coronavírus e a quarentena. Também percebemos um aumento na procura por adoção de animais. As pessoas estão mais sozinhas em casa e nada melhor que um pet evitar a solidão”, avalia o médico veterinário Marcio Waldman, fundador da Petlove.

Segundo Waldman, o marketplace que pretende reunir veterinários e pequenos petshops não está “100% pronto”, mas foi acelerado e disponibilizado aos clientes em março para apoiar o mercado no período de quarentena. “Reunimos 350 parceiros, entre veterinários que realizam consultas a domicílio e pequenos lojistas que vendem pela internet. Queremos ser uma plataforma para o cliente resolver todos os problemas do seu pet”, afirma.

Desenvolvido em parceria com a Vetsmart, empresa de tecnologia para médicos veterinários adquirida pela Petlove em outubro do ano passado, o marketplace deve reunir 3 mil estabelecimentos de todo país até o fim de maio.

Conteúdo editado por:Aléxia Saraiva
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