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Empoderamento

Empresas paranaenses aderem a princípios de empoderamento da ONU Mulheres por maior equidade de gênero

  • 06/03/2020 19:28
BCredi é a primeira startup paranaense a aderir aos princípios de empoderamento da mulher da ONU Mulheres.
BCredi é a primeira startup paranaense a aderir aos princípios de empoderamento da mulher da ONU Mulheres.| Foto: Divulgação

Desde que foi criada, a fintech curitibana Bcredi buscou o equilíbrio entre homens e mulheres no quadro de funcionários da empresa. A equidade de gênero sempre foi uma premissa vista com naturalidade na startup. Comandada pela CEO Maria Teresa Fornea, a empresa nasceu em 2017 como uma spin-off do Banco Barigui, oferecendo soluções em crédito imobiliário para o mercado nacional. Atualmente, dos seus 140 funcionários, 45% são mulheres. Mas a busca pela equidade interna vai bem além disso.

A BCredi foi a primeira startup curitibana a tornar-se signatária dos sete princípios da ONU para o empoderamento das mulheres (WEPs, da sigla em inglês). Eles englobam atitudes que a empresa pode tomar para concretizar ações que diminuem a desigualdade no ambiente corporativo, e vão desde cuidar da saúde e da segurança da mulher no ambiente de trabalho como promover iniciativas voltadas à comunidade e à cadeira de produção, como parceiros e fornecedores.

Além de seguir os WEPs, a BCredi também passou a participar do Ganha-Ganha, um programa realizado pela ONU Mulheres em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a União Europeia (UE) que visa acelerar a igualdade de gênero nas empresas da América Latina entre 2019 e 2020. “Nós prestamos uma assessoria para as empresas signatárias ajudando, através de uma consultoria, para que elas possam fazer a diferença nessa pauta”, explica Tayná Leite, consultora da ONU Mulheres.

Para o diretor jurídico e de pessoas da Bcredi, Carlos Eduardo Gonçalves, o programa auxilia a empresa em duas etapas: primeiro na de conscientização, depois na de estruturação. Na primeira, o foco é entender a pauta e o posicionamento da empresa, criando oportunidades para o debate através de eventos. Na segunda, é entender que tipo de medidas específicas se pode tomar para tornar o discurso mais efetivo.

“Uma das preocupações é garantir uma liderança feminina de peso, e a gente direciona nosso time de RH para esse viés”, ele conta. “A gente tinha uma diretora de tecnologia mulher, mas não tinha uma programadora na área de tecnologia. Então focamos em trazer mulheres para esse time. Trouxemos a primeira desenvolvedora, a primeira analista de dados e a primeira coordenadora de engenharia e software”.

Mylena Gama, gerente de marketing da Bcredi, explica que a principal força da consultoria da ONU Mulheres é ajudar a preencher lacunas e formalizar processos, etapa ainda inicial em uma empresa jovem. “A mim parece muito mais simples formalizar esse movimento do que começar as políticas. A gente já impacta as pessoas. Muitas empresas implementam isso depois de um tempo. Aqui nós já crescemos culturalmente pensando nessa diversidade e nessa inclusão de gênero com relação à empresa”.

WEPs na indústria

Os princípios de empoderamento já impactaram empresas de diferentes setores no Paraná. Uma delas é o Sistema Fiep, que se tornou signatário dos WEPs em 2015 mas desde 2009 promove ações voltadas à área. O sistema desenvolve duas frentes de ação: de um lado impactando diretamente seus mais de quatro mil colaboradores a partir de atitudes internas e, de outro, ajudando empresas do setor industrial que também buscam a equidade a concretizar suas próprias iniciativas, criando uma cadeira de suporte.

Renata Fagundes, consultora em Gestão da Diversidade e Equidade de Gênero do Centro de Inovação Sesi Longevidade e Produtividade, explica que o caminho percorrido ao longo destes dez anos foi de buscar se tornar uma referência para poder oferecer esse serviço às indústrias. “Nós temos muita possibilidade de influência entre as nossas empresas parceiras, as indústrias do estado. Vimos nos dedicando em fornecer um background para as empresas fortalecerem sua compreensão a respeito dessa temática, oferecendo uma base metodológica de referenciais para que se possam implementar esses processos com mais facilidade”.

“O Sistema Fiep estimula e apoia as indústrias para adotarem diretrizes e ações que promovam a inclusão e a valorização das mulheres, dando visibilidade às suas competências e importante contribuição para a transformação da sociedade e das empresas em espaços mais equitativos e inovadores”, complementa Maria Cristhina de Souza Rocha, gerente executiva de Projetos Estratégicos do Sistema Fiep.

Um dos exemplos do Sistema Fiep que impactam diretamente a comunidade é a Plataforma Empoderamento das Mulheres: Trabalho e Valorização, iniciativa do Sesi no Paraná com a ONU Mulheres. Com o objetivo de dar suporte às organizações, a plataforma traz indicadores socioeconômicos sobre a realidade das mulheres brasileiras, documentos de referência e publicações de boas práticas de equidade de gênero, alinhados aos WEPs.

Outra iniciativa de bastante impacto é a Metodologia SESI em Prol da Equidade, que apoia as indústrias na implantação de políticas de equidade de gênero e valorização da diversidade no ambiente de trabalho, lançada em 2011. Uma das empresas que se beneficiou dessa metodologia foi a Companhia de Saneamento do Paraná, a Sanepar, que aderiu aos WEPs em 2017.

Foi criado, a partir de então, o Comitê de Equidade de Gênero, que tem o compromisso de colocar em prática a política de equidade da empresa. Infraestrutura adequada, treinamentos técnicas adequados também para mulheres e equilíbrio entre homens e mulheres nos cargos são alguns dos exemplos.

“Não é uma questão só de cargo e poder. O maior ganho que a gente teve foi o fato de que esse assunto foi ficando mais palatável, houve uma mudança de mindset dentro da empresa”, afirma Paula Hamerschmidt, coordenadora do comitê e engenheira cartógrafa.

Prova de que a iniciativa deu certo foi uma premiação inédita em 2019. A companhia foi bronze no prêmio WEPs Brasil 2019, no qual a ONU Mulheres incentiva e reconhece as empresas que implementam esses princípios. A Sanepar foi a primeira empresa da América Latina do setor de saneamento a receber a honraria.

Sanepar recebeu bronze em prêmio da ONU Mulheres que reconhece ações pelo empoderamento.
Sanepar recebeu bronze em prêmio da ONU Mulheres que reconhece ações pelo empoderamento.| Divulgação/Sanepar

Renata, da Fiep, concorda que a liberdade para se abordar o tema internamente favorece o avanço. “Como profissional que trabalha há mais de 15 anos nessa temática, eu vivenciei vários momentos e graus de maturidade e compreensão pelas empresas, estamos num cenário muito favorável para conversar sobre isso. Elas tanto estão percebendo melhor seu papel social, de comprometimento, como percebendo os impactos positivos da inclusão. As empresas que valorizam o melhor das pessoas tem reflexos na produtividade, porque as pessoas podem expressar melhor suas ideias, contribuir para o alcance de soluções, se sentirem mais felizes. Tudo isso é resultado positivo”.

Empresas que estão interessadas em participar das ações da ONU Mulheres no Paraná podem entrar em contato pelo e-mail wepsbrasil@unwomen.org.

  • Conheça os sete Princípios da ONU para o Empoderamento das Mulheres:
  • 1. Estabelecer liderança corporativa sensível à igualdade de gênero, no mais alto nível.
  • 2. Tratar todas as mulheres e homens de forma justa no trabalho, respeitando e apoiando os direitos humanos e a não-discriminação.
  • 3. Garantir a saúde, segurança e bem-estar de todas as mulheres e homens que trabalham na empresa.
  • 4. Promover educação, capacitação e desenvolvimento profissional para as mulheres.
  • 5. Apoiar empreendedorismo de mulheres e promover políticas de empoderamento das mulheres através das cadeias de suprimentos e marketing.
  • 6. Promover a igualdade de gênero através de iniciativas voltadas à comunidade e ao ativismo social.
  • 7. Medir, documentar e publicar os progressos da empresa na promoção da igualdade de gênero.
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Comentários [ 5 ]

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  • M

    Meg Litton

    ± 0 minutos

    EMPODERAMENTO: palavrinha ridícula! Não somos todos "iguais"? Ou pensamos que somos? Então, para que usar este tipo de separação?

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    • A

      Alex

      ± 5 horas

      Respeito, competência e comprometimento sempre foram e continuarão a ser características do sucesso nas empresas. Talvez num passado ainda houvesse algum traço de corporativismo, hoje o que importa é resultado. Ao meu ver, construir a empresa com base no sexo de uma pessoa, só teria valia se fosse algo muito específico, de maneira geral não define nada. Salários diferentes para funções similares, ocorrem inclusive em relação aos homens, seja por tempo de casa maior, seja por maior bonificação devido às metas conquistadas. Não torço contra, mas tudo leva a crer que as moças do emponderamento na programação de computadores vão deixar de serem melhores porque incluem um filtro desnecessário.

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      • J

        Jorge Dias

        ± 19 horas

        "Quer acabar com a necessidade de presídios? Elimine a existência de creches." Parabéns para a ONU que inventou o empoderamento feminino que enche os nossos presídios.

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        • T

          Teodoro Jacob Winkler

          ± 2 dias

          Pelo menos uma vírgula (,) ou dois pontos (:) depois de ONU. Pô Gazeta? Daqui a pouco vocês ecreverão "nóis pega o peche" e vão achar que é o certo. Nem li a matéria assim como muitas outras que não li com manchetes (títulos) desse naipe. Mais algumas dessas vou cortar a assinatura da Gazeta

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          • R

            Roberto Garcia

            ± 2 dias

            Acho que um executivo jamais vai promover um homem incompetentemente no lugar de uma mulher competente. Seria dar um tiro no pé e prejudicar o desempenho da empresa e por conseguinte o seu. A mulher é muito responsável. Conforme as mulheres se dediquem mais à vida profissional em detrimento da família e filhos isso vai acontecer naturalmente, ela vai galgar os cargos. Não sei o quanto é bom para a sociedade sem atenção mais amiúde aos filhos porque vai ter que terceirizar essa tarefa. Difícil decisão.

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