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Lucas Flores (co-fundador), Julio Doninelli (investidor), Gabriel Nasser (co-fundador) e Marcos Mendonça (co-fundador).
Lucas Flores (co-fundador), Julio Doninelli (investidor), Gabriel Nasser (co-fundador) e Marcos Mendonça (co-fundador).| Foto: Divulgação

A startup curitibana BrBatel ainda dá seus primeiros passos em um mercado que já comprovou, por si só, a sua força: o de concessão de crédito para empresas. Fundada em novembro de 2020 pelos empreendedores Gabriel Nasser, Lucas Flores e Marcos Mendonça, a fintech iniciante quer se aventurar em um universo que movimenta mais de R$ 2 trilhões por ano em território nacional.

A proposta de valor da BrBatel está no uso de tecnologia e de um time experiente de especialistas do setor financeiro para fazer as recomendações de linhas de crédito mais apropriadas para cada empresa. O alvo são companhias de médio e grande porte que, além de empréstimos para capital de giro, usam crédito bancário para evoluir para operações estruturadas como debêntures e entrada em Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), por exemplo. O foco são companhias que precisam de operações de, no mínimo, R$ 5 milhões.

Além da consultoria, a startup também fica a cargo de todas as operações de crédito envolvendo seus clientes. Tudo isso acontece em uma plataforma desenvolvida pela própria fintech que promete agilidade e transparência.

Segundo Nasser, CEO da BrBatel, a empresa nasce de uma dor comum para companhias que precisam acessar crédito no país: a concentração de mercado e ausência de uma assessoria que a ajude nas melhores escolhas. “Esse é um setor concentrado na mão de poucos players, além de burocrático e desorganizado”, conta.

As pesquisas de mercado feitas pela BrBatel reforçam essas características. Pelos dados da startup, empresas hoje têm acesso a apenas cinco credores em um universo de mais de 800 instituições financeiras. Além disso, pagam caro por operações simples que acabam se tornando dispendiosas e demoradas.

Em menos de um ano, a BrBatel já conquistou clientes do setor imobiliário, como grandes construtoras interessadas em esticar suas carteiras antes ou enquanto colocam prédios de pé. Outros setores de potencial econômico crescente também já fazem parte da carteira da fintech, uma tendência que ganhou força com a pandemia de covid-19, explica Nasser. “Hoje já trabalhamos com empresas do varejo e agronegócio, por exemplo. São segmentos que movimentam bilhões ano a ano e que, nos últimos 12 meses, expandiram de forma exorbitante”, diz.

Da fundação até agora, a startup já concluiu mais de 50 operações de crédito que, juntas, somam mais de R$ 600 milhões. O sucesso pode ser explicado, em partes, pela oportunidade de mercado criada a partir do esforço das fintechs de crédito em concentrarem suas operações apenas nas micro e pequenas empresas. “Vimos uma chance de explorar um mercado que emprega mais de 70% da força de trabalho do Brasil, cresce exponencialmente e ainda é pouco trabalhado”, explica o CEO. “Somos como uma XP do crédito”, brinca, referindo-se à XP Investimentos, uma das maiores corretoras independentes do Brasil.

Os seis funcionários que começaram na BrBatel acabaram se tornando 24. Completando seu primeiro aniversário, a fintech deve atingir um faturamento de R$ 15 milhões em 2021, e a expectativa da empresa é crescer ainda mais. “Vamos multiplicar isso por cinco já no ano que vem”, conclui Nasser.

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