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hack pelo futuro
Ao todo 124 grupos trabalharam online durante oito dias para desenvolver novos projetos.| Foto: Reprodução

A sociedade certamente vai enfrentar muitos desafios no futuro pós-coronavírus. E para começar a desenhar as soluções que podem ajudar nessa transição, a Superintendência Geral de Inovação do Estado Paraná promoveu nos últimos oito dias o Hack Pelo Futuro, uma competição entre estudantes e profissionais para resolver desafios nas áreas de saúde, economia, cultura e sociedade. Ao todo, o evento reuniu 800 pessoas, divididas em 124 grupos de trabalho, focadas em criar projetos que pudessem ser acelerados por investidores e que respondessem a uma questão crucial: como será futuro pós-coronavírus?

A maratona recebeu participantes de diferentes estados do Brasil e inclusive de outros países como dos Estados Unidos, Canadá, França, Colômbia, Paraguai, Holanda e Portugal. No total, 230 mentores colaboram em todas as fases do hackaton, desde a ideação, prototipagem e validação das ideias.

Após o exaustivo trabalho online, dez projetos foram selecionados pelos avaliadores para concorrer a uma participação no Programa de Aceleração do Founder Institute Brazil, com sede no Vale do Silício. Nesta segunda-feira (4), os três primeiros lugares foram anunciados como os vencedores da competição.

Em primeiro lugar os avaliadores selecionaram o projeto Nota10, uma ferramenta que por meio de um sistema de pontuação, estimula o uso do álcool gel para limpeza das mãos. O segundo lugar ficou com a solução Remédio Já, que ajuda pessoas com doenças crônicas a organizarem os horários da medicação. O sistema avisa ainda o momento de comprar o remédio e indica o melhor preço entre as farmácias.

Já a equipe AgroSimples, desenvolveu um marketplace para ajudar produtores agrícolas e comerciantes a fazer negociações virtuais de insumos, facilitando o pagamento e a rastreabilidade dos produtos.

Outros projetos que se destacaram entre os dez melhores foram o Startup2pets, que une quem quer adotar animais aos protetores de cães e gatos, além de um tapete batizado de Saniflex, que possui um produto químico que pode ser instalado em entradas de ambientes para desinfectar os calçados, evitando a propagação do novo vírus.

Para o Superintendente de Inovação do estado do Paraná, Henrique Domakoski, o sucesso do Hack pelo Futuro mostra que as mais diversas soluções podem partir da organização civil. “Independente dos três selecionados para a aceleração, conseguimos impactar mais de 800 participantes. Ensinamos eles a se reinventarem, foram centenas de pessoas relatando de que oferecemos uma caixa de ferramentas, de como se inserir nesse novo normal, e muitas ideias que já existiram foram tiradas do papel", conta. Ao todo 80% dos participantes nunca haviam participado de uma competição de desenvolvimento de projetos antes.

Domakoski ainda contou que o sucesso do evento estimulou que as entidades envolvidas na organização pensassem em uma continuação da experiência. “A ideia é unir a comunidade novamente, academia, investidores, parques tecnológicos para fazer o After Hack e aproveitar a comunidade que está disposta a construir um Paraná melhor.” afirma. Ainda não foi confirmada uma data para este evento ser realizado.

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