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Espaço físico ainda não foi aberto, devido à pandemia de Covid-19.
Espaço físico ainda não foi aberto, devido à pandemia de Covid-19.| Foto: Divulgação

O setor de esporte e entretenimento ganhou um grande reforço para acelerar seus projetos no país, nesta quinta-feira (14). Isso porque foi lançado em São Paulo o Arena Hub, maior centro de inovação e fomento ao esporte e entretenimento da América Latina. O ecossistema, sediado dentro do Allianz Parque, tem como objetivo desenvolver os setores e gerar impacto econômico e social, por meio da conexão entre startups, grandes companhias, entidades, universidades, centros de pesquisa, atletas e investidores. A expectativa é que 100 jovens empresas sejam selecionadas em um ano, sendo que 40 já foram pré-selecionadas. Por conta do novo coronavírus, o espaço inicia operações por meios digitais.

“O arena começa a funcionar a partir de agora e as mentorias serão oferecidas a partir da semana que vem", explicou  Renato Gil, conselheiro do centro esportivo e co-fundador da 2simple. "Queremos criar um ambiente perfeito para a inovação acontecer e sabemos que as startups são capazes de acelerar o processo de transformação de indústrias inteiras”, declarou no evento de lançamento do centro, pela internet.

Segundo o empresário, a pesquisa de campo para criação do Arena Hub contou com visitas a centros de empreendedorismo, entre eles o Cubo Itaú, maior de hub de empreendedorismo da América Latina. “Lá pudemos entender sobre o desenvolvimento de um centro de inovação e como as startups oferecem tecnologia para resolver problemas da indústria e como são firmadas parcerias com universidades e escolas”, detalhou.

Atualmente, existem cerca de 4 mil startups que atuam com esportes no mundo, 400 delas no Brasil. Relatório da norte-americana Markets and Markets aponta que o mercado de tecnologia voltado para o esporte deve atingir um crescimento médio de 20,6% de 2018 a 2024 — passando de US$ 8,9 bilhões para 31,1 bilhões no período. O mercado do esporte, como um todo, é estimado em US$ 2,2 trilhões pela consultoria EY.

Centro de inovação funcionará no Allianz Parque, na capital paulista.
Centro de inovação funcionará no Allianz Parque, na capital paulista. | Divulgação

Para atender esse mercado, o Arena Hub deve abrigar 156 posições para startups residentes, nove salas para reunião, um ambiente de eventos, área para estúdio e para descompreensão, entre outras,  totalizando 4 mil metros quadrados. Por conta da pandemia, ainda não há data certa para finalização da fase final das obras.

“Quando iniciamos as negociações para implantar o Arena Hub, jamais poderíamos imaginar que sua inauguração se daria num momento como esse, em meio a uma grave pandemia. A tecnologia e a inovação, marcas fundamentais do projeto, demonstram então sua força para tornar possível mais essa inovação”, afirmou João Doria, governador de São Paulo, no evento virtual.

Ecossistema completo

Evento de inauguração explicando como funcionará o ecossistema foi realizado online, nesta quinta-feira (14).
Evento de inauguração explicando como funcionará o ecossistema foi realizado online, nesta quinta-feira (14).

De acordo com Danillo Dorazio, conselheiro e diretor executivo de operações do hub, o novo espaço vai oferecer desde programas de capacitação e apoio estratégico para empreendedores a espaço de coworking, demodays  e missões de inovação. “Estudantes também são um pilar importante. Queremos atrair novos talentos de universidades que tragam novas ideias sem medo de errar”, destacou.

E dentro da temática de esportes e entretenimento, oito objetivos diferentes foram traçados para startups que desejam se candidatar à uma vaga no Arena Hub: engajamento dos fãs; performance humana; espaços e coisas inteligentes; capacitação, inteligência de negócios; e-sports; mídia e conteúdo; e impacto social e sustentabilidade.

“O empreendedorismo é algo que veio para ficar. Estamos colocando de pé esse projeto [Arena Hub] porque o esporte precisa das startups. É um ganha-ganha. A casa vai ser do esporte e da tecnologia”, disse Ricardo Trade, conhecido como Baca, conselheiro do centro e líder do projeto de candidatura brasileira da Copa do Mundo Feminina de 2023. Segundo Trade, existe, inclusive, uma negociação entre andamento entre a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e o Arena Hub para o desenvolvimento do futebol feminino no Brasil.

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