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O aplicativo admite apenas mulheres como motoristas e passageiras.
O aplicativo admite apenas mulheres como motoristas e passageiras.| Foto: Bigstock

Foi a preocupação com a segurança que levou Ana Maria Wisniewski a fundar a Drivers Mulheres, um aplicativo de mobilidade voltado exclusivamente para o público feminino. O ponto alto da história, contudo, é a ideia ter deixado de ser um projeto para se tornar um negócio durante a pandemia.

As restrições de circulação, o desemprego crescente e o impacto negativo da recessão econômica nas mulheres impulsionaram o app, fazendo do período de pandemia o momento adequado para o lançamento do projeto. Prova disso é que, depois de um investimento próprio de Ana e poucos meses em funcionamento, o Drivers já conquistou duas novas sócias: Cristiane Bernardes e Larissa Colombo, hoje diretoras comercial e administrativa da empresa.

A proposta do aplicativo fundado em Curitiba é promover um espaço seguro para mulheres que precisam se locomover na cidade e se sentem, de alguma forma, reféns do medo. “As mulheres, principalmente as mães, são um público esquecido pelos aplicativos de mobilidade. Elas têm medo de assédio, de deixarem seus filhos sozinhos. A lista é grande”, afirma Ana Maria. Diante disso, o aplicativo permite apenas mulheres como motoristas – e também como passageiras.

Oportunidade de renda

Na imagem, print do aplicativo da Drivers Mulheres.
O Drivers Mulheres não cobra taxa de uso: as motoristas recebem o valor integral da corrida.| Reprodução/Site Drivers Mulheres

Junto ao fato de levar consigo o argumento da segurança como prioridade, o aplicativo também tem a premissa de gerar empregos e criar oportunidade de renda para mulheres em diferentes etapas da vida. Como diferencial, o Drivers Mulheres também carrega uma missão social e, para isso, não cobra taxa de uso. Com isso, as motoristas recebem 100% do valor da corrida. “O investimento é todo nosso, não temos uma empresa lucrativa, mas a recompensa é imensa”, conta Cristiane Bernardes.

Segundo Cristiane, o perfil de motoristas do Drivers Mulheres é variado, mas há uma unanimidade: a busca por independência. “Temos mulheres aposentadas que buscam um complemento de renda, estudantes universitárias que desejam pagar a própria faculdade, mães que conciliam a rotina de casa e caminho dos filhos à escola com o Drivers. Todas aproveitam essa flexibilidade”, diz.

Na imagem, as sócias da Driver Mulheres.
Sócias do Drivers Mulheres.| Divulgação

Hoje, o aplicativo funciona na capital e região metropolitana de Curitiba, mas a intenção é levar o Drivers para outras cidades. O alvo inicial será a região Sul do país e o litoral, mas capitais como São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro também estão no radar. Com tudo isso, a proposta é aumentar ainda mais o número de motoristas cadastradas. Em 1 ano e 6 meses, a startup totaliza 1.600 motoristas e 8.800 passageiras.

Para atender a uma demanda cada vez maior de circulação e busca pelo app, a intenção da startup é criar campanhas de engajamento para atrair novas motoristas. Além disso, está nos planos da Drivers Mulheres o início de um modelo de franquias. “A chamada está aberta para novas profissionais. Não temos pressa para começar uma cobrança às mulheres, pois nosso planejamento segue apenas a busca pela qualidade e assim vamos continuar a crescer e ser um canal para que mulheres possam ser empoderadas com segurança”, diz Cristiane.

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