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Etapas fundamentais do Design Thinking
Etapas fundamentais do Design Thinking| Foto: Unsplash, UX Indonesia/Reprodução

Focar no relacionamento interpessoal e unir pontos de vista diferentes para construir uma experiência criativa: essas são algumas das estratégias fundamentais e que, aliadas a um processo denominado design thinking, inovaram o modelo de ensino do Centro Europeu. Com mais de 30 anos de história, essa instituição tem como referências as escolas da Europa e Estados Unidos e tornou-se a primeira Escola de Economia Criativa do Brasil. Atualmente, o Centro Europeu conta mais de 50 cursos, que podem durar de três meses a dois anos, e atende mais de 10 mil alunos por mês.

Essa empreitada de sucesso foi contada pelo CEO da instituição, Ronaldo Cavalheri, durante uma participação no podcast Papo Raiz, que revelou que os esforços do Centro Europeu estão sempre voltados para a antecipação às tendências de mercado, com o lançamento de novas profissões. “Nossa pauta sempre foi focada no relacionamento e cuidado com as pessoas, com cursos para quem busca algo diferente e estimulante”, afirmou.

Com aulas essencialmente práticas e utilizando os mais modernos métodos e tecnologias, Cavalheri explicou que a instituição oferece muito mais do que o aprendizado e formação acadêmica. “O Centro Europeu entrega transformação de vida, visão de futuro, uma nova profissão, oportunidade de ganhar mais dinheiro e realização profissional”, disse.

A preocupação em manter a oferta de cursos inovadores, completos e de altíssimo nível, fez com a escola enxergasse no design thinking a oportunidade de buscar a solução de problemas de forma coletiva e colaborativa e compreender quais são as necessidades de cada aluno. “A nossa responsabilidade é muito grande para se vender um curso, então, a gente precisa também entender quem é o nosso cliente”, assegurou o CEO da instituição, Ronaldo Cavalheri.

Essa abordagem revolucionária do design thinking - que coloca as pessoas, sejam elas os consumidores ou mesmo equipes de trabalho, no centro de desenvolvimento de um produto ou serviço – e que fez com o Centro Europeu se destacasse entre as melhores escolas de profissões do país, também pode ser aplicado em outras empresas, mas a sua eficácia vai depender também do tipo de visão que está sendo direcionada aos problemas de um negócio e como gerar alternativas viáveis para solucioná-los.

“O grande problema é cair na rotina, por exemplo, se você faz parte de um processo daqui a pouco seu olho está viciado e você não consegue mais agregar valor ou enxergar determinadas soluções para um problema. Agora, quando se vem com um olhar limpo e você consegue olhar de fora, fica mais fácil ter uma nova ideia”. (CEO do Centro Europeu, Ronaldo Cavalheri)

O que é Design Thinking e para que serve?

Design thinking é o que cria o processo de pensamento crítico e criativo e que, segundo o CEO do Centro Europeu, Ronaldo Cavalheri, vem para ajudar a resolver problemas e ter as melhores soluções através de validações dentro de uma empresa. “A partir do momento em que a gente reconhece um problema ou a oportunidade de uma melhoria você precisa trazer visões diferentes para resolver isso”, apontou Cavalheri.

Ele ainda explica que o resultado obtido com o uso da abordagem de design thinking vai depender do tamanho do problema que a empresa, produto ou serviço apresenta. “Você pode, muitas vezes, ter um processo de três horas, em que você consegue discutir e entender o problema, discutir ideias e sugestões, formatar um protótipo e de repente já ter uma validação e tem outros casos que podem durar até meses”, atentou.

Etapas do Design Thinking

A razão de uma empresa existir é porque de certa forma ela quer trazer algo novo para as pessoas e que proporcione satisfação e é nesse sentido que se encaixam as etapas do design thinking, como a imersão em tudo que envolve um negócio, análise do problema, ideação, testagem de protótipos e a implementação de soluções, conforme explicou Cavalheri durante a participação no Papo Raiz.

“Design thinking envolve muita pesquisa, então, é difícil para uma solução rápida ou uma experiência mais otimizada, você já conseguir trazer informações de fora. O design thinking acaba sendo um mecanismo vivo, no sentido de você ajustar sempre que necessário e quando tiver oportunidade”. (CEO do Centro Europeu, Ronaldo Cavalheri)

Como funciona o processo de Design Thinking?

Em relação ao funcionamento da implementação do design thinking, Ronaldo Cavalheri explicou que não há uma fórmula específica, mas que sempre vai ter alguém que intermediar esse processo, dando as orientações para a evolução das etapas em que será reunido o máximo de ideias para, então, gerar os insights. “Se você não tem esse profissional, o negócio fica desordenado. Esse mediador tem que realmente entender da metodologia e entender também das pessoas, para extrair o melhor delas”, ressaltou.

Ele ainda enfatizou a importância de se definir o objetivo que a empresa quer atingir nesse processo de design thinking, para depois todos contribuírem com as ideias que tem. “Esse choque de ideias vai fazendo florescer soluções mais elaboradas e eu acho que isso acaba agregando em todas as empresas”, disse.

Para Cavalheri, se as empresas focarem nessa ideação de novas soluções e executarem o design thinking da melhor forma vão conseguir compreender, se relacionar e analisar os hábitos de seus clientes para então lhes oferecer a melhor experiência.

Como aplicar as práticas de Design Thinking na minha empresa?

O primeiro e mais importante passo para aplicar as práticas de design thinking em uma organização é entender que esta precisa ter uma cultura que pense na inovação pela criação de valor para todos os envolvidos com o negócio.

“A aplicação do design thinking não é uma metodologia para o dia-a-dia, são projetos bem específicos, porque você tem que parar e organizar, até mesmo para o resultado ser frutífero”. (CEO do Centro Europeu, Ronaldo Cavalheri)

Como exemplo da execução do conceito de design thinking, Cavalheri mencionou o próprio Centro Europeu que, através de sua equipe, vai identificando diferentes profissionais do mercado que futuramente também podem ser professores e, a partir daí, vão discutindo novas possibilidades de cursos e experiências dentro da instituição.

“Isso é muito bacana, porque a gente envolve desde a gestão até o marketing, traz um especialista e pessoas do comercial que têm a demanda e o anseio do aluno, para então entender prováveis soluções e validar os processos, os cursos não surgem do nada”, explicou.

Como o design thinking pode ajudar na gestão de projetos?

Durante a entrevista ao Papo Raiz, Ronaldo Cavalheri disse que o design thinking é uma metodologia que veio para agregar o mundo dos negócios, mudando a perspectiva da gestão de projetos, colocando um olhar mais empático sobre todos os envolvidos nas etapas de um serviço e trazendo soluções inovadoras, a partir de ideias distintas, e que vão ajudar uma empresa a enxergar quais são seus pontos fortes em relação à concorrência, fazendo com que determinado objetivo seja obtido.

“Acredito que esse é o grande lance de você envolver pessoas que tenham diferenças, conhecimentos e habilidades complementares para ter aquele choque de ideias, seja desde mudar o ambiente físico, cada um com a sua referência, para isso ser mais funcional e colocar todas as ideias ali”, afirmou Cavalheri.

O Design Thinking é só para os gigantes do mercado?

Não. Cada vez mais, diversas empresas focam em perspectivas colaborativas e ideias inovadoras. E, para Cavalheri, esse é o grande lance do design thinking que faz com que um negócio, independente de ser grande ou pequeno, consiga criar estratégias poderosas de persuasão e, assim, se destacar na área em que atua.

“A partir do momento que você tem um olhar curioso de aproveitar as oportunidades e de entender os momentos em que se pode aprender algo e começa a aplicar isso, é aí que você vai ter sucesso”, frisou o CEO do Centro Europeu.

Como trabalhar com design thinking na educação?

As constantes mudanças no mercado de trabalho, bem como as transformações tecnológicas fizeram com que o design thinking voltado para a criatividade e inovação ganhasse ainda mais espaço nas instituições de ensino e, no caso do desenvolvimento de carreira, o aprendizado contínuo se tornou ainda mais importante, comentou Ronaldo Cavalheri durante a entrevista ao podcast Papo Raiz.

No Centro Europeu, ele explicou que a metodologia de ensino nos cursos é aplicada a partir de três pilares: técnica da profissão; visão empreendedora e saber lidar com as pessoas. Essa tríade é o que vai fazer com que os alunos explorem novas possibilidades e, assim, construam boas soluções sobre um determinado problema.

“Existe um engajamento e participação muito grande dos alunos que é o que sustenta o nosso modelo. A metodologia continua sendo prática, mas essa coisa de puxar o aluno para fazer parte da aula acaba sendo um grande diferencial. Então, esse movimento e dinâmica foi o que fez a diferença em nosso modelo de ensino colaborativo”, enfatizou.

Sobre a aplicação do design thinking tanto no ambiente educacional quanto em outros empreendimentos, Cavalheri deixou uma reflexão. “Como a gente encanta, como fazemos com que as pessoas se sintam especiais? Você pode estabelecer uma entrega de uma maneira padrão como o mercado faz, mas, você também pode colocar um tempero especial que tem muito a ver com a questão de surpreender”, sugeriu.

*Artigo produzido pelo Papo Raiz – uma conversa descontraída e divertida sobre empreendedorismo e assuntos em alta na sociedade.

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