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Nova pesquisa da Microsoft aponta que principais tecnologias adotadas pelas PMEs foram videochamadas, tecnologia na nuvem e softwares de trabalho remoto
Nova pesquisa da Microsoft aponta que principais tecnologias adotadas pelas PMEs foram videochamadas, tecnologia na nuvem e softwares de trabalho remoto.| Foto: Bigstock

Trabalho remoto. Novas tecnologias. Reinvenção. Algumas estratégias adotadas pelas pequenas e médias empresas foram alavancas necessárias para a sobrevivência de negócios diante de um contexto de crise econômica causada pela pandemia de Covid-19 em 2020.

A adoção de novas tecnologias foi a resposta mais acertada para 42% das PMEs brasileiras, segundo uma pesquisa da empresa de consultoria e marketing Edelman em parceria com a Microsoft. O estudo analisou o desempenho das pequenas empresas e as estratégias adotadas por elas durante a crise, além de entender o que esperam para o futuro pós-pandemia.

Entre setembro e outubro de 2020, cerca de 505 empresas foram ouvidas, entre as de micro, pequeno e médio porte. O período de avaliação considera que os meses anteriores de 2020 serviram como período de aprendizado e adaptação.

O estudo mostra que, durante a pandemia, 42% das PMEs aceleraram a adoção de novas tecnologias, principalmente as empresas de médio porte e, para 83% dos entrevistados, essas tecnologias lideram o caminho rumo à recuperação econômica.

Diante da necessidade do distanciamento social, muitas empresas também precisaram se reinventar e adaptar seu modelo de trabalho para o remoto. Plataformas de comunicação e gestão à distância se tornaram essenciais nesse período, o que se reflete nas principais tecnologias adotadas pelas PMEs que foram, nesta ordem: softwares para videochamadas (66%) e tecnologia na nuvem e softwares de trabalho remoto (55%).

O novo formato de trabalho também fez com que empresas revissem as competências profissionais exigidas na hora de recrutar novos integrantes. Segundo a pesquisa, 64% das médias empresas buscaram talentos voltados à tecnologia e habilidades digitais.

De olho no futuro

Sob o pano de fundo da adaptação e digitalização em curto prazo, as pequenas empresas estão otimistas para o futuro. Cerca de 78% delas já se sentem aptas a lidar com a adoção de novas tecnologias, enquanto 73% se sentem preparadas para novos desafios do marketing digital e 68% têm a confiança para reinventar seus objetivos e estratégias de negócios.

O trabalho remoto também continuará sendo uma realidade indiscutível para boa parte das PMEs, mesmo após o fim das obrigações de distanciamento social. Apenas 38% das entrevistadas pretendem retornar ao local de trabalho físico e 30% vão manter o trabalho à distância de maneira permanente.

Oportunidades para as gigantes

Apesar de dominante no dia a dia das PMEs, a tecnologia ainda tem lacunas importantes a serem preenchidas. Enquanto recursos para textos, planilhas e apresentações são comuns para 77% das empresas, tecnologias como Inteligência Artificial (IA) e big data permanecem desconhecidas, segundo a pesquisa.

Outro dado relevante é que 50% das PMEs veem as grandes empresas de tecnologia como aliadas no processo de transformação digital. Nesse contexto, há grandes oportunidades para gigantes de tecnologia que desejam se aliar às pequenas e impulsionar o setor de empreendedorismo no Brasil.

“Vemos que é preciso um esforço extra para ajudar as empresas a evoluir tecnologicamente e enxergar a inteligência artificial, por exemplo, como um fator de competitividade", afirma Priscyla Laham, vice-presidente de vendas para o mercado corporativo e SMB da Microsoft Brasil.

O mesmo se aplica ao big data: apenas 3% das PMEs pretendem priorizar o investimento nessa tecnologia após a pandemia, o que também acende o alerta para que companhias de grande porte atuem na disseminação do recurso entre as PMEs.

Para Laham, a preocupação com segurança também deve ser prioridade para as PMEs. Segundo a pesquisa, 52% dos entrevistados afirmaram estar preparados para enfrentar os desafios da segurança cibernética. Ainda assim, em um contexto de digitalização de modelos de negócio e popularização de bancos de dados, a proteção de informações é essencial para empresas que desejam prosperar no ambiente online. “Esse é um mercado em transformação, e as grandes companhias devem ajudar as pequenas empresas a avançarem no que diz respeito à proteção dos dados e cibersegurança”, diz.

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