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Um levantamento realizado pela consultoria KPMG apontou ainda 8 tendências de Inteligência Artificial.
Um levantamento realizado pela consultoria KPMG apontou ainda 8 tendências de Inteligência Artificial.| Foto: Bigstock

A inteligência artificial evoluiu rapidamente nos últimos três anos, período em que passou a ganhar espaço na maioria das grandes empresas.  Agora, as companhias devem começar a colher o retorno dos investimentos e centrar a atenção na governança interna. Prova disso é que 30% das grandes empresas mundiais afirma já controlam a evolução da inteligência artificial, segundo pesquisa global “IA transformando a empresa”, realizada pela consultoria KPMG.

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De acordo com Frank Meylan, sócio de inteligência artificial e cognitivo da KPMG no Brasil, transparência e governança são cruciais para o avanço da IA. Isso porque a tecnologia tem de funcionar de forma “coerente e aceitável” em diferentes situações para que traga resultados positivos — como um aumento de até 15% da produtividade. “As empresas estão conscientes que a IA é importante e precisa ser adotada dentro de casa”, destacou.

O executivo citou como exemplo a robô Tay da Microsoft, que foi criada em 2016 para interagir com adolescentes nas redes sociais, mas foi tirada do ar em menos de 24 horas porque passou a reproduzir termos racistas e grosseiros do público. Incentivada por usuários no Twitter, ela chegou a declarar apoio ao genocídio. “O Holocausto aconteceu?”, questionou um usuário. “Ele foi inventado”, declarou a robô, que postou um emoji de aplauso em seguida.

Foto: Reprodução/Twitter
Foto: Reprodução/Twitter

Diante do problema, a Microsoft, na época, informou à imprensa que retirou a robô do ar para ajustes e lamentou o “esforço coordenado de alguns para fazer o perfil responder de maneira inapropriada”.

8 tendências em IA

Realizado com líderes de 30 das 500 maiores companhias do mundo (cujos nomes não são revelados) em 2019, o estudo da KPMG também listou as oito principais tendências para a implementação e o desenvolvimento de inteligência artificial nas empresas.  São elas: ascensão da IA como serviço; avanço da fase de experimentação para a de aplicação; governança interna; convergência entre automação, baixo código (low-code), IA e analytics; ferramenta como potencial para mudar o cenário competitivo; necessidade de gerenciamento da tecnologia; e capacidade organizacional como requisito para implementação de recursos.

De todos os pontos, Meylan afirma que a necessidade de profissionais qualificados para atuação exclusiva com inteligência artificial é uma das mais importantes para as empresas brasileiras. Nas 30 companhias avaliadas no estudo, por exemplo, 375 trabalhadores, em média, se dedicam à tecnologia, sendo que cada empresa investe por volta de US$ 75 milhões ao ano com esses talentos.

“Não basta contratar a ferramenta [tecnologia], tem que dominá-la. Às vezes, é preciso mudar equipes e departamentos, mas o efeito de contaminação é positivo. Quando você coloca a IA no financeiro e dá certo, o setor de recursos humanos vai querer também e assim por diante”, explicou.

No Brasil, grandes empresas e startups também estão amadurecendo sobre a necessidade de maior segurança em relação ao uso da inteligência artificial, acrescentou Meylan. Não existe dado exclusivo sobre o país, mas o executivo garante que não fica muito abaixo dos 30% registrado na média global. “Quando você implanta uma tecnologia nova no trabalho, sempre existe um receio de que dê algum problema porque você não sabe como ela se comporta. Por este motivo, a implementação tem de ser muito cuidadosa”, comparou.

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