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Kim Farrell, diretora de marketing do TikTok para a América Latina, participou do Elas Lideram, evento de fomento a liderança feminina 100% online e gratuito.
Kim Farrell, diretora de marketing do TikTok para a América Latina, participou do Elas Lideram, evento de fomento a liderança feminina 100% online e gratuito.| Foto: Pexels.

“Ser uma líder protagonista é ser capaz de abrir espaço para que outras pessoas também possam crescer”. A afirmação foi feita por Kim Farrell, diretora de marketing do TikTok para a América Latina, durante evento nesta sexta-feira (12).

Segundo Kim, assumir o papel principal não deve ser uma ação restrita ao ambiente do entretenimento, e deve ser ampliada ao setor corporativo, à medida em que mulheres se tornam capazes de assumir desafios profissionais.

A executiva participou de um painel online que encerrou a programação do Elas Lideram, evento de fomento à liderança feminina promovido pela plataforma Women Leadership (WL) e pela startup Ebanx, entre os dias 8 e 12 de março, e do qual o GazzConecta foi parceiro.

Antes de assumir a liderança latina do aplicativo mais popular do mundo, Kim teve passagens pelas áreas de marketing de grandes empresas como Google e Booking.com.

Um medo particular das mulheres em assumir o protagonismo na liderança está relacionado à arrogância, ela afirma. “Temos um medo natural de nos impor, por receio em parecer prepotentes e arrogantes, mas protagonismo é assumir a responsabilidade sobre a sua jornada pessoal e sobre sua carreira acima disso”, ela afirma.

Termo que tem ganhado popularidade recentemente, a “síndrome do impostor” - sentimento de dúvida sobre as próprias capacidades - também é parte comum do dia a dia profissional de inúmeras mulheres e surge como entrave para o avanço profissional. “Lidei - e ainda lido - com isso. Mas ser líder é viver um dia por vez e ser generosa consigo mesma”, disse.

A executiva acredita que o protagonismo não está restrito a cargos de liderança e a capacidade de delegar tarefas. Para ela, o termo assume diferentes configurações em cada etapa da carreira. “No início da minha trajetória, entendi que ser protagonista significaria ter uma narrativa e me destacar por algo, mesmo que fosse algo pequeno”, afirmou.

Também participaram da discussão Juliana Etcheverry, diretora de parcerias estratégicas de pagamentos do Ebanx; e Núbia Mota, diretora de growth marketing da Adobe na América Latina.

Engajar é essencial

O protagonismo não é egoísta, ela afirma. “Percebi que, mesmo ao me destacar, é preciso engajar outras pessoas para continuar subindo degraus”, contou. O impacto das atitudes da liderança é visto não apenas nos colaboradores da empresa, mas na sociedade como um todo. “É o sucesso do time, da marca e da empresa”, concluiu.

A ideia coincide com a definição dada por Juliana, do Ebanx. Para ela, deve haver sincronia entre o que uma pessoa acredita e o que de fato faz. “Protagonismo é mostrar que há sinergia em suas ações, e assim é possível também impactar outras pessoas”, disse. Ter o foco para as funções e entregas para além de cargos e crescimento hierárquico também é vital para que as líderes consigam atingir suas metas pessoais e, ao mesmo tempo, sentirem-se realizadas com suas conquistas profissionais.

Da teoria à prática

Para Kim, assumir o protagonismo parte de três princípios elementares. O primeiro deles, segundo a executiva, é saber construir uma marca pessoal. “O primeiro passo é ser conhecida por alguma coisa em todas as fases da sua carreira”.

Em segundo lugar, é preciso se equipar “como para uma guerra”, brinca. Para entrar no campo de batalha, a líder precisa saber dialogar, negociar promoções e superar, aos poucos, pequenas inseguranças. Por fim, a dica é buscar mentorias de profissionais experientes. “As pessoas são os bastidores do seu show. Construa um elenco e relações para isso”, afirma.

Segundo Núbia Mota, da Adobe, outra dica essencial para assumir o protagonismo na liderança é criar oportunidades para que outras pessoas do time possam prosperar. “É importante dar espaço sem abrir mão de seu próprio espaço”, afirma. “Entenda qual é o seu ponto forte e traga outras pessoas que completem os seus pontos fracos”, complementa.

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