Como você se sentiu com essa matéria?

  • Carregando...
  • Ícone FelizÍcone InspiradoÍcone SurpresoÍcone IndiferenteÍcone TristeÍcone Indignado
Quem são os investidores por trás dos principais unicórnios do mundo
| Foto:

Como em toda grande história, há sempre bastidores que enriquecem a jornada com detalhes e suporte por trás de todo o brilhantismo. Com os unicórnios (startups com valor de mercado de US$ 1 bilhão) não é diferente. De um ano para cá, essas empresas passaram a somar, juntas, US$ 1 trilhão, mas como chegaram lá?

A resposta está, mais uma vez, nos bastidores. Os fundos de capital de risco são responsáveis pela ascensão no valuation e na escala de crescimento de cerca de 900 empresas no mundo, mostra um relatório do Crunchbase. A base mostra a ascensão de 291 startups ao título de unicórnio nos últimos 12 meses, um recorde histórico.

Na lista de fundos que mais contribuem para este cenário está o Tiger Global, principal investidor de venture capital do mundo, segundo Crunchbase. No portfólio do fundo estão mais de 132 unicórnios, e 58 deles passaram a incorporar a carteira apenas em 2021.

O Tiger Global também lidera no número de rodadas em unicórnios privados, com 117 participações. É um ritmo acelerado, sobretudo quando se considera os riscos potenciais de investimentos em plena pandemia. Contudo, a mesma máxima histórica tem sido buscada por outros venture capitals do mundo.

O exemplo está no Softbank Vision Fund, fundo japonês que investe em empresas de tecnologia. Em segundo lugar na lista dos fundos com maior contribuição para as startups mais maduras do mundo, o SoftBank tem em seu portfólio 76 unicórnios e parte disso se deve ao Brasil, onde já investiu em empresas como Gympass, MadeiraMadeira e Creditas.

Já em número de rodadas, o Softbank também ocupa o segundo lugar do ranking, com 76 participações. Em seguida vem o Sequoia Capital, com 73 rodadas e 65 unicórnios.

Apesar de somarem o maior número de rodadas de investimento e de terem a carteira mais parruda, o Tiger Global e Softbank não levam a liderança quando o assunto é suporte a empresas ainda em estágio inicial. O levantamento do Crunchbase mostra que os fundos com maior contribuição em unicórnios, quando essas startups ainda estavam em rodadas pré-seed, seed e early-stage são, nesta ordem: Y Combinator, SV Angel, 500 Startups e Accel.

A vez do Brasil

Na dianteira da inovação na América Latina, o Brasil tem assumido a liderança do ecossistema de startups e também no número de unicórnios nacionais. Por aqui, já são 15. Entre eles Nubank, QuintoAndar, Ebanx, Vtex, Creditas, Loft, C6 Bank, MadeiraMadeira, Hotmart, 99, PagSeguro, Movile, Mercado Bitcoin, Nuvemshop, Frete.com, Cloudwalk, Merama e Stone.

A lista não para de crescer. Nos últimos meses, o Brasil ganhou três novos unicórnios: a startup Unico, de autenticação de identidades digitais, tecnologia chamada de biometria, assim como a curitibana Olist, especialista em e-commerce para pequenos negócios. Por fim, entrou para o clube do bilhão o marketplace de alimentos Facily.

A velocidade com que as startups ganham maturidade e alcançam o patamar bilionário no país também é reflexo direto da busca crescente de fundos e investidores de renome por empresas daqui. O primeiro exemplo é do fundo latino-americano Kaszek Ventures.

Fundado por ex-sócios do Mercado Livre, o Kaszek é hoje a maior empresa de capital de risco da América Latina e, por isso, também mira empresas do continente com alto potencial de crescimento. Mas não foi apenas o DNA da maior empresa de e-commerce da América Latina que deu ao Kaszek a fama que tem hoje.

O fundo foi um dos primeiros a apostar no Nubank, ainda no início da companhia, em 2011. De lá para cá, a empresa se consolidou como uma das investidoras mais ativas da região e acumula em seu portfólio, além das brasileiras Creditas e Gympass, as mexicanas Kavak e Bitso.

No início de 2021, a empresa captou mais de US$ 1 bilhão para o fundo dedicado a startups da América Latina, como uma reafirmação de que grande parte da estratégia será dedicada a empresas de base tecnológica, especialmente as fundadas na terra do pau-brasil.

Parte do apetite pelo Brasil também se traduz pelo intenso investimento de um dos principais fundos do mundo por aqui: o Softbank. Apesar de não ser o fundo com maior número de unicórnios na conta, o Vision, fundo britânico do Softbank, tem os valores mais altos de investimento em rodadas.

Com um fundo totalmente dedicado à América Latina, o Softbank também é um dos líderes dos investimentos de risco da região, ao lado do Kaszek, com um fundo de US$ 5 bilhões. No portfólio estão até mesmo nomes de potenciais unicórnios, como o da curitibana Olist.

Por aqui, o Softbank também tem dedicado parte de sua atuação na capacitação dos funcionários das empresas investidas, com o intuito de ir além do capital e formar os profissionais de tecnologia do futuro.

Todo esse cenário colabora para que o momento vivenciado pelas startups brasileiras seja positivo. O primeiro semestre foi histórico, com recorde de captações, chegando a US$ 5,2 bilhões, cerca de 40% de todo o volume recebido durante todo o ano de 2020.

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Máximo de 700 caracteres [0]