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Unicórnios de 2020.
Vtex, Loft, C6 Bank e Creditas atingiram o seleto clube dos unicórnios em 2020| Foto: Bigstock

O ano tinha tudo para ser promissor para o ecossistema brasileiro de startups. Conforme previa o levantamento da empresa de inovação aberta Distrito, o ano se encerraria com prováveis dez unicórnios, destes, quatro concretizaram mesmo durante a crise. Ter valor de mercado cotado em mais de um bilhão de dólares é o sonho de muitas empresas da área de tecnologia e coloca as startups no seleto grupo de unicórnios.

No início de 2020 o país contava com 10 empresas bilionárias entre elas 99 App, Nubank, Arco Educação, Stone, Movile, Gympass, Loggi, Quinto Andar, Ebanx e Wildlife. A primeira startup de 2020 a entrar para a lista foi a Loft, paulista, fundada em 2018, especializada na compra e venda de imóveis. A empresa recebeu um investimento de US$ 175 milhões dos fundos Andreesen Horowitz e Fifth Wall Ventures, logo no terceiro dia de janeiro.

Seis meses após o início da pandemia, em setembro, foi a vez da plataforma de soluções para o e-commerce Vtex se tonar o 12º unicórnio do Brasil. O aporte que consolidou o marco foi no valor de R$ 1,25 bilhão, liderado pelo fundo Tiger Global e Lone Pine. A empresa já mostrava atuação expoente no setor, apontada como um dos destaques do varejo pela pesquisa Distrito Retailtech Report 2020.

Já a fintech C6 Bank se tornou unicórnio no início de dezembro após um investimento de R$ 1,3 bilhões do fundo Credit Suisse. O banco foi fundado no final de 2018 por ex-executivos do BTG Pactual. A expectativa após o investimento é que a fintech encerre 2021 com capital aberto para investidores.

Também no último mês de 2020 foi a vez de outra startup do setor financeiro, a Creditas, entrar para a lista das mais valiosas. A fintech recebeu um investimento de US$ 255 milhões, liderada pelo fundo LGT Lightstone. O aporte deve levar a Creditas à expansão de seus serviços para o México.

Esperanças para 2021

Segundo Eduardo Fuentes, um dos responsáveis pela análise e coleta de dados do mercado de startups, e Tiago Ávila, líder da central de inteligência de mercado, ambos do Distrito, é possível esperar ao menos mais quatro unicórnios no próximo ano.

Eduardo destaca segmentos que devem se mostrar promissores. “O setor de saúde já recebeu vários investimentos e aportes em estágios iniciais, que consequentemente se tornarão aportes de níveis e valores mais elevados no próximo ano. Fintechs e startups de saúde, tendem a encabeçar os investimentos ano que vem”, aposta.

Entre as empresas cotadas para atingir o seleto clube do bilhão em 2021 estão o banco digital Neon fundado em 2016. A empresa recebeu um dos maiores investimentos em fintechs brasileiras, atrás apenas de Nubank e Creditas, ambos que já se tornaram unicórnios. O investimento chegou a US$ 300 milhões.

A curitibana MadeiraMadeira também é apontada pelos especialistas como um potencial de 2021. Reconhecida pelo levantamento Distrito Retailtech Report como uma das principais startups de varejo do Brasil, a empresa atua com e-commerce de móveis e decorações.

A Resultados Digitais, responsável pelo desenvolvimento de softwares para a gestão de marketing, também deve atingir a posição em 2021 segundo os especialistas. O setor de logística não fica de fora das apostas. A paulista CargoX, responsável por conectar caminhoneiros autônomos e transportadoras, recebeu cerca de US$ 80 milhões em investimentos esse ano e deve entrar para a lista de unicórnios.

Conteúdo editado por:Luan Galani
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