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A startup Human Robotics criou o Robios, um equipamento programável capaz de atuar em diversos setores.
A startup Human Robotics criou o Robios, um equipamento programável capaz de atuar em diversos setores.| Foto: Divulgação

Profissionais da área de saúde do Hospital Universitário Cajuru, em Curitiba, vão receber “assistentes” tecnológicos a partir desta semana. A startup curitibana Human Robotics, que produz robôs de atendimento social, vai fornecer equipamentos 100% nacionais e programados sob demanda à instituição. A empresa também está em negociação com o Hospital das Clínicas de São Paulo.

Criada há três anos com foco em robôs para cuidados com idosos, a startup pivotou (mudou o modelo de negócio) devido à complexidade e custo da tecnologia. Nos últimos dois anos, a Human Robotics criou o Robios, um equipamento programável capaz de atuar em diversos setores, como eventos, empresas e, recentemente, hospitais.

De acordo com Olivier Smadja, francês fundador da startup que vive há mais de duas décadas no Brasil, o Robios pode ser utilizado na triagem de pacientes com suspeita do novo coronavírus, protegendo a equipe médica do contágio; como ferramenta de telemedicina para médicos que possam atender pacientes internados a distância; como acompanhante de infectados, possibilitando que eles se comuniquem com familiares por videoconferência; e como auxiliar de enfermeiros, levando medicamentos aos pacientes em uma bandeja, sob o comando dos profissionais de saúde.

“O robô se movimenta e tem expressão facial: pisca, fica triste e sorri." afirma fundador da startup.
“O robô se movimenta e tem expressão facial: pisca, fica triste e sorri." afirma fundador da startup. | Divulgação

“O robô entende português, reconhece pessoas e interage com elas. Conseguimos definir o que ele vai falar e até como vai se deslocar de forma autônoma”, explicou Smadja.

Nos últimos meses, a startup forneceu robôs para trabalhar como concierge em um shopping do grupo BR Malls em Manaus (AM); para orientar funcionários no centro de inovação e tecnologia da Ambev, no Rio de Janeiro; e para ajudar uma startup de software, em São Paulo, com testes de saúde. “Terminamos a quinta versão do robô há um ano e meio. Agora, estamos adaptando o produto para ser utilizado em hospitais”, afirmou o engenheiro.

“O robô se movimenta e tem expressão facial: pisca, fica triste e sorri. Queremos promover uma interação mais humanizada. Ele tem um rosto bonitinho, não é assustador”, garantiu o engenheiro francês.

Da crise à oportunidade

Um dos principais segmentos de atuação da Human Robotics é o de eventos. Segundo o engenheiro, os robôs foram bastante alugados para congressos, seminários e feiras setoriais até fevereiro. Com a crise do coronavírus, contudo, as agendas foram canceladas até o fim do primeiro semestre. “O momento ficou muito ruim para nós, mesmo com as oportunidades na área de saúde. Precisamos fabricar mais robôs para crescer, mas o capital está curto”, avaliou o empresário.

Com uma equipe de oito pessoas, a startup de Smadja foi acelerada no ano passado pela Hotmilk, incubadora da PUC-PR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná), e agora busca investimento externo para ampliar as operações e crescer no país. “Estamos trabalhando para mostrar que os robôs não são brinquedos e não vão tirar o trabalho das pessoas. Em breve, vamos entrar também na área de educação”, adiantou.

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