Até o momento, 45 empresas já aderiram aos serviços da Deskmy. A meta é chegar a 100 empresas até o final do ano.
Até o momento, 45 empresas já aderiram aos serviços da Deskmy. A meta é chegar a 100 empresas até o final do ano.| Foto: Pexels.

O trabalho remoto foi a ordem da vez durante a pandemia. Empresas tiveram de se adaptar ao novo modelo de negócio e colaboradores passaram a adotar o “novo normal”, ao migrar o trabalho presencial para as suas próprias casas. Após um ano, porém, surge uma nova dificuldade com a realidade remota: a estafa digital - que é o esgotamento mental. E é diante de desse novo desafio, de engajar funcionários, que surge a Deskmy.

Lançada em novembro de 2020, a startup curitibana funciona como uma espécie de plataforma de conexão digital, que simula os ambientes de trabalho e promove a interação entre os funcionários. “Nossa missão é mostrar que é possível que empresas aproximem pessoas, mesmo no remoto e independente de onde essas pessoas estejam”, explica o fundador e CEO da Deskmy, Mauricio Toti.

Pela plataforma são criadas salas de reunião que podem agrupar colaboradores de diferentes times em um ambiente que dispensa as populares chamadas de vídeo. Para ouvir e ser ouvido, basta estar em uma sala de reunião, assim como no ambiente físico.“É só abrir o microfone e quem estiver na mesma sala escuta”, diz Toti. Segundo o CEO, a tecnologia também proporciona uma maior produtividade e engajamento, uma vez que os funcionários podem interagir a qualquer momento, evitando assim a perda de insights ao longo do dia.

A plataforma, para aumentar o engajamento, também utiliza estratégias de gamificação. Foto: divulgação.
A plataforma, para aumentar o engajamento, também utiliza estratégias de gamificação. Foto: divulgação.

Planos de assinatura

As empresas contratam a startup por meio de planos de assinatura com valores que variam de acordo com o número de funcionários. O valor mínimo, segundo Toti, é de R$19 por colaborador e 8 posições por empresa. O ambiente digital pode ser personalizado, também a depender do número de funcionários, e o escritório gamificado pode ter até 2 andares.

A Deskmy surgiu a partir da injeção financeira do fundo de venture capital RD2 Ventures, focado em companhias de tecnologia.

Ferramenta de gerenciamento

De acordo com Vinicius Donin, sócio da RD2 Ventures, uma das principais vantagens competitivas da startup é também a flexibilização da gestão de equipes, contribuindo para que as companhias expandam seus times durante a pandemia.

“Algumas empresas, neste último ano, passaram a ter mais funcionários geridos à distância, do que tinham antes no modelo físico. Assim, a plataforma acaba se tornando uma ferramenta de gerenciamento”, diz.

A funcionalidade da Deskmy também parte da premissa de conseguir sustentar o trabalho híbrido, uma tendência crescente para o pós-pandemia. A ideia, segundo Toti, é que com a Deskmy empresas possam driblar os desafios de unir, em um mesmo ambiente, os funcionários que estiverem trabalhando de casa ou do escritório. “Acreditamos que a unidade da empresa não depende apenas da relação entre gestor e colaborador, mas também entre os próprios colaboradores”, conclui o CEO.

Até o momento, 45 empresas já aderiram aos serviços da startup para gerenciar seus funcionários de maneira remota. Foram mais de 41,3 mil minutos de utilização de áudio, segundo a empresa. A meta é chegar a 100 empresas até o final do ano.

“Com o formato digital, a Deskmy colabora para o futuro híbrido e para tendências como a do anywhere office”’, afirma Toti, sobre o futuro da Deskmy no pós-pandemia.


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