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Nathan Romeiro, cofundador da Boomerang.
Nathan Romeiro, cofundador da Boomerang.| Foto: Dilvulgação

Já se foi o tempo em que se comprava equipamentos de manutenção da casa e sonhava com a própria academia de ginástica. Com a diminuição do espaço imobiliário e maior aderência de valores sustentáveis na sociedade, a necessidade de ter um produto foi substituída pela possibilidade de utilizá-lo pontualmente — como carros, em aplicativos de mobilidade.

Foi com essa proposta que os ex-colegas de trabalho Nathan Romeiro, João Machado e Lucas Gomes fundaram a Boomerang, marketplace online de aluguel de bens de consumo, que cresce três vezes ao mês em número de aluguéis. Este mês, a startup anunciou um aporte de R$ 3 milhões liderado pela Canary e por Ariel Lambrecht, fundador da 99 e da Yellow.

“Acredito que não há necessidade de termos a propriedade de alguns produtos. Mas isso só vai mudar quando serviços de qualidade forem prestados, como aconteceu com a Uber”, exemplifica Romeiro, que trabalhava com os outros fundadores na Grow, startup de mobilidade criada a partir da fusão da mexicana Grin com a brasileira Yellow.

Lançada em dezembro do ano passado, a Boomerang aluga desde de furadeiras e kits de ferramentas a equipamentos de ginástica e lavadoras de alta pressão (mais conhecidas como Waps) — há opções por diária e mensalidade. Uma parafusadeira, por exemplo, custa R$ 30 por dia, mas, se o cliente alugar o produto por mais tempo, a diária fica mais barata. A empresa também entrega e monta os equipamentos na casa do cliente e realiza o processo oposto na devolução.

“A gente planejava alugar artigos para festa e viagens antes da quarentena, mas os planos mudaram. Devemos criar categorias de produtos para home office e para bebês”, antecipa o empreendedor.

Com o aporte recebido, a Boomerang também quer melhorar a qualidade do site e expandir sua atuação pela região metropolitana de São Paulo — até o momento, a startup atua apenas em alguns bairros da capital paulista.

A Boomerang, contudo, não é dona dos artigos que oferece ao público. A empresa possui parceria com uma rede de lojistas que alugam seus produtos para rentabilizar suas receitas. “Em vez de vender apenas uma vez uma furadeira de R$ 200, o lojista pode alugar várias vezes o mesmo produto. A gente mostrou aos parceiros que existe um mercado diferente para eles”, acrescenta.

Minimalismo levado a sério

Segundo Romeiro, o objetivo minimalista da Boomerang reflete a essência da empresa e dos próprios fundadores, que admitem “otimizar os recursos ao máximo”. Sem sede física em São Paulo, os quatro sócios e o único funcionário da startup sempre trabalharam de casa.

“Moro com minha esposa e um cachorro em um apartamento de 40 metros quadrados. Ganhei um conjunto de pratos da minha mãe no ano passado e tive que devolver porque não cabia em casa. O minimalismo é um exercício que a gente faz aos poucos e veio para mostrar a importância de desapegarmos das coisas.”

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