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Joyn
Gabriel de Souza Dreher e Eduardo Batistel Zaniol, da startup curitibana Joyn| Foto: Divulgação

Idealizada em maio de 2020 e fundada em novembro do mesmo ano pelos estudantes Gabriel de Souza Dreher, 23, e Eduardo Batistel Zaniol, 22, a Joyn já chamou atenção no Brasil e no mundo. A startup surgiu durante um Hackathon da NASA (Space Apps Challenge - COVID-19) com um modelo de negócio criado para ajudar ONGs.

Com o objetivo de promover o empreendedorismo social e trabalhar com o terceiro setor, a Joyn ainda participa de outras iniciativas internacionais, como o Hult Prize, uma premiação apoiada pela ONU que é considerada “O Prêmio Nobel dos Estudantes”. Se for selecionada como uma das seis finalistas, a startup pode ganhar US$ 1 milhão em Nova York.

O time da Joyn Brasil venceu a etapa interna do Hult Prize On Campus (realizada na universidade) e, na sequência, ganhou também a etapa Impact Summit Rio Grande do Sul, onde estava disputando com projetos de toda a América Latina. Essa foi uma conquista inédita, já que a Joyn foi a primeira startup brasileira a passar desta fase na competição. “Acreditamos que nosso modelo de negócio pode ser um sucesso, mas o mais importante é que, quando a Joyn se tornar uma grande startup, isso significa que já teremos conseguido ajudar muitas ONGs e, consequentemente, milhares de pessoas que delas dependem”, avalia Gabriel Dreher.

O jovem estudante ainda destaca que, no ramo do empreendedorismo social, não basta pensar apenas no negócio, mas sim “vestir a camisa” de uma causa e acreditar que a solução trará um bem maior para a sociedade. “Costumo dizer que, se a Joyn acabar amanhã, estaria extremamente feliz por todas as pessoas que ajudamos e triste apenas por todas aquelas que deixaríamos de ajudar”, conclui.

Setor 2.5

O “Setor 2.5” é formado por empresas privadas que atuam junto ao terceiro setor. É justamente nesta área que a startup curitibana Joyn se encaixa. Doadores individuais, organizações não governamentais e empresas comuns são as três frentes de clientes que a empresa atende com sua plataforma, permitindo que eles façam doações financeiras para instituições cadastradas.

O dinheiro é captado pela startup que, além de auxiliar os participantes na arrecadação de recursos, também oferece suporte em todas as tarefas vinculadas à gestão da causa social atendida por eles. Em paralelo, a Joyn busca empresas que queiram se engajar e vincular suas marcas e atividades às ações sociais.

O objetivo da startup, segundo os fundadores, é oferecer às ONGs os recursos necessários para que elas adquiram mais confiança em seus processos e apresentem resultados mais sólidos e transparentes. Um dos seus diferenciais em relação aos concorrentes é oferecer uma ferramenta para ajudar ONGs na gestão das ações sociais. A funcionalidade foi implementada depois que a startup percebeu a dificuldade que muitas ONGs tinham em processos de gestão, muitas vezes atuando sem o suporte de um “Sistema Integrado de Gestão Empresarial”, ou “ERP” na sigla em inglês.

Atualmente, a empresa está captando investimentos para que seja possível aprimorar sua plataforma e a experiência dos usuários. A expectativa é lançar uma nova versão de seu sistema, capaz de atender um número maior de ONGs. Mas em apenas cinco meses de operação, a Joyn já trabalha com cinco organizações sem fins lucrativos e conseguiu arrecadar R$ 23 mil para ajudar 850 famílias.

Os atendimentos foram feitos por ações sociais de Natal (Vila Osternack) e Páscoa (Borda do Campo - São José dos Pinhais). Hoje, a Joyn está na incubadora da Hotmilk e conta com o apoio da Spine (Space of Polytechnic - Innovation & Entrepreneurship), o núcleo de empreendedorismo e inovação da Escola Politécnica da (Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).

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