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11 Startups brasileiras que se tornaram unicórnios em 2021
11 Startups brasileiras se tornaram unicórnios em 2021| Foto: Big Stock/Reprodução

O ânimo de investidores no mercado de capital de risco brasileiro foi uma regra em 2021. Como resultado, grandes fundos e investidores-anjo decidiram redobrar as apostas nas pequenas empresas tecnológicas brasileiras em um montante que supera US$ 8 bilhões nos primeiros 11 meses do ano, uma alta histórica quando o assunto é investimento de venture capital em startups.

O reflexo direto disso também está no acréscimo na lista de startups que assumiram o posto de unicórnio (com valor de mercado acima de US$ 1 bilhão). Em 2021, 11 empresas se uniram a startups bilionárias já consolidadas no país como Nubank, Loggi, Arco e Creditas.

Relembre as startups brasileiras que se tornaram unicórnios em 2021

MadeiraMadeira

A curitibana MadeiraMadeira foi a primeira startup a assumir o posto de unicórnio em 2021, ainda no mês de janeiro. A empresa de venda de móveis e produtos para reforma no e-commerce se tornou alvo de fundos como SoftBank, Dynamo, Flybridge e Monashees em uma rodada de 190 milhões de reais que avaliou a empresa em US$ 1 bilhão. A MadeiraMadeira foi fundada em 2009 pelos empreendedores Daniel Scandian, Marcelo Scandian e Robson Privado e, nestes anos, passou de loja online para um marketplace com mais de 1 milhão de itens anunciados e com uma operação de mais de 40 lojas físicas e centros de distribuição.

Hotmart

João Pedro Resende e Mateus Bicalho respectivamente CEO e COO da Hotmart. Foto: Mage Monteiro
João Pedro Resende e Mateus Bicalho respectivamente CEO e COO da Hotmart. Foto: Mage Monteiro

Em março, a empresa paranaense recebeu um cheque de R$ 735 milhões da TCV. O que a Hotmart faz é oferecer uma plataforma para criação de cursos e conteúdos para pessoas que queiram espaço na internet para criar e gerenciar negócios. Hoje a startup atende criadores de 185 países.

Unico

Escritório da Unico. Foto: divulgação
Escritório da Unico. Foto: divulgação | Lauro Uezono(11)981180809

A empresa de identidade digital Unico é dedicada a solucionar dores de empresas, e faz isso com tecnologia de biometria. Em agosto, a startup anunciou um aporte de R$ 625 milhões em rodada liderada pelos fundos da General Atlantic e SoftBank, o que a tornou um unicórnio. Na lista de clientes da Unico estão grandes empresas como Magazine Luiza e B2W. Em entrevista ao GazzConecta após o aporte, o diretor de produtos da Unico antecipou os planos da startup em ser big tech no futuro, assim como Google e Amazon. "Estamos no caminho de nos tornarmos uma big tech brasileira, com um diferencial que é a tecnologia proprietária”, disse.

Nuvemshop

A empresa de e-commerce tem DNA argentino, mas foi radicada no Brasil. Em agosto, a startup recebeu um aporte de R$ 2,6 bilhões em uma rodada série E envolvendo relevantes fundos gringos como Tiger Global (que já aportou no Uber) e também o Insight Partners (investidor do Alibaba). Agora valendo R$ 16 milhões, a Nuvemshop segue criando ferramentas que ajudam uma base de 90 mil pequenos lojistas da América Latina a venderem no e-commerce, de pagamentos a logística.

Mercado Bitcoin

Fundadores do Mercado Bitcoin. Foto: divulgação
Fundadores do Mercado Bitcoin. Foto: divulgação

O Mercado Bitcoin assumiu o posto de primeiro unicórnio do mercado de criptomoedas do Brasil. O empurrão veio do fundo japonês Softbank, que investiu mais de R$ 1 bilhão na startup em uma rodada série B em julho deste ano. O Mercado Bitcoin é uma corretora de criptoativos que pertence à holding 2TM. São quase 3 milhões de clientes gerenciando seus investimentos em cripto pela startup, agora avaliada em US$ 2,1 bilhões.

Frete.com

O Grupo Frete.com é resultado da união das startups CargoX, FreteBras e Fretepago, todas empresas de transporte e logística rodoviária. Em novembro deste ano, as três empresas se uniram após aporte de R$ 1,1 bilhão do SoftBank e também da Tencent. Agora, a empresa continua conectando empresas em motoristas com tencologia e pretende expandir para outros países da América Latina.

Cloudwalk

A startup de pagamentos Cloudwalk se tornou unicórnio após uma rodada de US$ 150 milhões liderada pela americana Coatue e pelos jogadores de futebol americano Larry Fitzgerald e Kelvin Beachum, em novembro. O mote da Cloudwalk é a InfinitePay, uma maquininha de cartões voltada para pequenas empresas, além de outras funções como link para pagamentos e carteira digital para os mais de 150.000 clientes pelo Brasil.

Daki

Rodrigo Maroja, Rafael Vasto  e Alex Bretzner, fundadores da Daki. Foto: Gabriel Reis/Divulgação
Rodrigo Maroja, Rafael Vasto e Alex Bretzner, fundadores da Daki. Foto: Gabriel Reis/Divulgação

A Daki, startup de delivery da JOKR captou US$ 260 milhões de fundos como Kaszek Ventures e Monashees em novembro com a promessa de levar as entregas de até 15 minutos para todo o país. A Daki hoje conta com uma operação própria, dos armazéns à tecnologia, e conta com uma rede de entregadores autônomos para realizar a entrega de pedidos de mercado feitos nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

Merama

A Merama, fundada por Renato Andrade e Guilherme Nosralla, e pelos mexicanos Felipe Delgado, Olivier Scialom e Sujay Tyle, quer ser o principal conglomerado de marcas digitais da América Latina. A startup faz isso adquirindo boa parte de marcas já bem-sucedidas em grandes marketplaces da região. O desejo tem se comprovado possível, e fez a startup atingir valor bilionário de mercado, mesmo com menos de um ano de existência. Em dezembro, a empresa captou R$ 60 milhões em uma rodada follow-on com SoftBank e Advent.

Olist

Tiago Dalvi, CEO da Olist. Foto: Divulgacao/Julia Yazbek
Tiago Dalvi, CEO da Olist. Foto: Divulgacao/Julia Yazbek

A paranaense Olist foi a penúltima startup a atingir o status de unicórnio em 2021. A empresa é dedicada a criar soluções para facilitar o dia a dia de lojistas que querem digitalizar o negócio e vender online em marketplaces. Investida de longa data de fundos como Advent, SoftBank e do banco americano Goldman Sachs, o Olist alcançou valor de mercado de US$ 1 bilhão após uma rodada série E de R$ 1 bilhão.

Facily 

Diego Dzodan, cofundador e CEO da Facily. <br />Foto: Murillo Constantino
Diego Dzodan, cofundador e CEO da Facily.
Foto: Murillo Constantino
| Murillo Constantino

A startup Facily, aplicativo de vendas no modelo social commerce, anunciou em dezembro um investimento de US$ 135 milhões. O aporte posiciona a empresa como novo unicórnio brasileiro com valor de mercado superior a 1 bilhão de dólares. O investimento é uma extensão do aporte captado pela startup em novembro deste ano, no valor de US$ 250 milhões. A Facily é um aplicativo de comércio eletrônico fundado por Diego Dzodan, Luciano Freitas e Vitor Zaninotto em 2018. O objetivo da empresa é eliminar as barreiras do e-commerce tradicional e permitir que as famílias tenham acesso a produtos com preços acessíveis.

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