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Segundo dia do Web Summit 2021
Segundo dia do Web Summit 2021| Foto: Web Summit/Reprodução

O Web Summit 2021, que acontece entre 1º e 4 de novembro deste ano, é considerado o local onde a tecnologia e a inovação se encontram para mostrar qual será o futuro do planeta. Entre as empresas que fazem parte do evento estão Apple, Amazon, Microsoft, Google, Facebook, Rappi, Spotify, TikTok Quinto Andar, entre outras.

O GazzConecta e o ecossistema de inovação da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, se uniram para mostrar diariamente os destaques do evento. Tiago Belotte, correspondente da Hotmilk Academy e professor, está presente no evento que acontece em Lisboa (Portugal) e traz com exclusividade alguns momentos importantes sobre o que aconteceu no segundo dia da conferência. Confira:

Aceleração do COVID-19: como impactou o mundo dos negócios

Benedict Evans – analista e pesquisador independente há mais de 20 anos trouxe para o palco central do Web Summit 2021 dois pontos importantes. O primeiro deles foi sobre a aceleração da COVID-19 e em como isso impactou o mundo dos negócios. Segundo dados de pesquisas do próprio Benedict, o avanço de e-commerces durante 1 ano de pandemia foi equivalente ao que teria em 5 a 10 anos e o uso desses e-commerces acabou virando um hábito para grande parte da população, mesmo para aquelas pessoas que tiveram que usar de maneira “forçada” (devido à quarentena) para comprar itens básicos, como de supermercados. Devido a esses fatores, é importante ficar atento às habilidades que precisam ser desenvolvidas para acompanhar essa grande maré digital.

Já o segundo ponto que Benedict trouxe à tona foi sobre desagregação. Calma! Acompanhe o texto e entenda do que estamos falando.

Benedict destaca que, há pouco tempo atrás, as marcas de consumo eram exclusivamente B2B (Business to Business), ou seja, além dessas marcas venderem para o consumidor final, elas também vendiam para os varejistas. Mas hoje, a realidade é outra. As empresas estão focadas no consumidor e no relacionamento direto com ele e o acesso aos seus dados.

Segundo o Google, os usuários estão mais interessados em produtos melhores do que em preços melhores. Por isso, Benedict pontua que “a curadoria vai substituir as ferramentas de comparação de preço”.

Além disso, é importante pensar na reinventar o varejo e a publicidade para se destacar e alavancar as vendas.

2022: o ano dos embaixadores de marca e das live commerces

Caspar Lee, produtor de conteúdo e Ben Jeffries, CEO da Influencer.com trouxeram um assunto bem atual e interessante para os negócios: 2022 será o ano dos embaixadores de marca, pois essas relações são mais autênticas e de longo prazo do que contratos com influenciadores digitais.

Eles frisaram a importância da conversa na influência digital e não apenas uma lógica de escala, que é o que as empresas acreditam que funciona e é por isso que faz mais sentido optar por embaixadores e não por diversos influenciadores digitais.

Outro ponto importante que Lee e Jeffries trouxeram foi sobre o sucesso das live commerces, que estão trazendo resultados estrondosos no meio digital e são a grande aposta para o ano de 2022. Além disso, eles mencionaram o fato das pessoas estarem mais interessadas em conteúdos que mostram a vida real de quem elas acompanham e ainda deixaram uma dica: as pessoas precisam parar de dividir gerações em X, Y e Z e se atentar ao conceito de geração T, a do TikTok. Lá se encontram criadores de conteúdo de todos os gêneros e idades, que montam vídeos curtos com base no entretenimento e com muita criatividade.

Criando uma cultura de inovação

Tom Vervoort (CIO da DHL Express Europe), Detria Williamson (CMO da IDEO) e Bruno Guicardi (Fundador da CI&T) falaram sobre a inovação no meio dos negócios. Segundo Bruno, não existe um mapa ou modelo a ser seguido para começar a inovar. Tudo depende da pressão que o mercado está enfrentando e disse ainda que quem está no varejo, sofre a maior pressão no mercado neste momento.

E quais as competências para inovar? Para Detria, é necessário que toda a equipe da empresa tenha confiança criativa, aprenda sobre Design Thinking e possua experiência em criar, experimentar e curiosidade para resolver problemas. É necessário criar uma ambiguidade e divergência para que a cultura da inovação aconteça de forma leve e sem pressões.

Já para Tom, a inovação está ligada à transformação digital. Por isso é necessário que haja uma democratização dentro da empresa para que essa transformação digital e a inovação aconteçam.

Bruno explicou que, como estamos enfrentando um mundo de incertezas, para uma cultura de inovação acontecer, é necessário entender que precisamos aprender tudo novamente a cada 5 anos.

Confira o conteúdo completo sobre os destaques do segundo dia de evento. Inscreva-se aqui!

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