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Geração de cristal: o alerta por trás do boom de ansiedade entre universitários

Com jovens cada vez mais ansiosos, o ensino superior enfrenta o desafio de ir além das aulas e ajudar os alunos a desenvolver maturidade e capacidade de enfrentar a vida real.

O ensino superior deve ajudar os alunos a desenvolver maturidade e capacidade de enfrentar a vida real.
O ensino superior deve ajudar os alunos a desenvolver maturidade e capacidade de enfrentar a vida real. (Foto: Divulgação Faculdade Belavista)

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A faculdade deveria ser o lugar onde o jovem aprende a pensar com autonomia, lidar com divergências, planejar o próprio futuro e tomar decisões difíceis. Mas, em muitos ambientes, ganhou força uma lógica oposta: poupar o jovem do desconforto, reduzir atrito, evitar temas sensíveis e tratar responsabilidade como um fardo insuportável.

A ideia de que proteger jovens de todo desconforto os torna mais preparados para a vida adulta vem sendo questionada por estudos recentes. Uma pesquisa publicada em 2025 na revista *Development and Psychopathology*, da Cambridge University Press, analisou 240 calouros durante a transição para a universidade e concluiu que alunos que cresceram sob superproteção parental apresentavam mais ansiedade diante de eventos estressantes.

O achado reforça uma preocupação de pesquisadores: quando o jovem é poupado de desafios por tempo demais, pode chegar à faculdade com menos recursos internos para lidar com pressão, frustração e incerteza.

Um levantamento de 2026 da UnitedHealthcare, feito pela YouGov, mostrou que 69% dos universitários americanos relataram ter enfrentado algum problema de saúde mental ou comportamental no último ano. Entre jovens da mesma idade que não estavam na faculdade, o índice foi de 54%. Ansiedade, estresse, depressão e TDAH apareceram entre as queixas mais frequentes.

Diante desse cenário, a escolha de uma faculdade passa a envolver algo mais profundo do que a grade curricular. Aumenta a necessidade de ambientes que ajudem o jovem a amadurecer, desenvolver autonomia, lidar com pressão e encontrar sentido no próprio esforço.

É com essa visão que a Faculdade Belavista, em São Paulo, estrutura seus cursos de Direito e Economia, combinando exigência acadêmica, mentoria personalizada e formação humana integral. A proposta é formar profissionais tecnicamente sólidos com maturidade intelectual, equilíbrio emocional, repertório cultural e senso de responsabilidade.

Um dos pilares dessa formação é o Summit Belavista, programa de mentoria que acompanha os alunos ao longo da jornada universitária. A iniciativa trabalha competências essenciais para a vida acadêmica, profissional e pessoal, como autogestão, inteligência emocional, comunicação, colaboração, adaptabilidade, resiliência, pensamento analítico, liderança, ética e atitude de serviço.

A ideia é que o amadurecimento não vem só do acúmulo de disciplinas concluídas, mas da capacidade de lidar com limites, ordenar prioridades, assumir compromissos, enfrentar dificuldades e dar sentido ao próprio esforço.

“O ensino superior deve formar adultos prontos para enfrentar a complexidade do mundo”, afirma Milena Seabra, diretora-executiva da Faculdade Belavista. “O equilíbrio emocional não se constrói pela eliminação dos desafios, mas pela capacidade de enfrentá-los com maturidade e sentido.”

Além do conteúdo técnico: formação acadêmica precisa ajudar jovens a amadurecer

Em um tempo marcado pelo uso da inteligência artificial, ter acesso à informação deixou de ser um grande diferencial. O que ganha importância é a capacidade de interpretar a realidade, julgar com prudência e tomar decisões responsáveis.

Essa preocupação está na base do Core Curriculum da Belavista, um conjunto de disciplinas transversais integrado aos cursos de Direito e Economia. A formação inclui áreas como antropologia, filosofia, ética, literatura, gestão, inovação, liderança, estratégia e negociação, ampliando o repertório dos alunos para além da dimensão técnica.

A Belavista parte da ideia de que formação profissional e formação humana caminham juntas. Um bom advogado ou economista precisa dominar ferramentas e métodos da própria área, mas também compreender pessoas, instituições e a sociedade. Sem isso, a formação fica estreita, e o profissional sai menos preparado para decidir diante de problemas reais.

No curso de Direito, a instituição adota o Método do Caso, inspirado em Harvard. A proposta substitui a simples memorização de conceitos por uma experiência mais ativa: o aluno estuda situações concretas, discute alternativas, formula seus próprios argumentos e participa de debates conduzidos pelos professores.

Esse tipo de metodologia exige mais do estudante, que precisa falar, ouvir, discordar, sustentar sua posição e reconhecer a força de argumentos contrários.

A própria forma de ingresso da Belavista segue essa lógica. O processo seletivo inclui prova, debate em grupo sobre um dilema ético, texto opinativo individual e entrevista. Desde o início, o candidato é avaliado não só pelo conhecimento, mas também pela capacidade de argumentar, organizar ideias e participar de uma discussão com seriedade.

A proposta reforça a ideia de que a formação universitária não depende só da sala de aula. Desde o primeiro contato com a Belavista, o jovem é convidado a assumir responsabilidades e lidar com situações que exigem reflexão e maturidade.

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