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Geração Z chega ao mercado conectada, mas avessa à socialização real

A geração Z chega ao mercado de trabalho habituada à comunicação digital, mas pesquisas mostram que muitos jovens ainda enfrentam dificuldades para criar vínculos profissionais e colaborar em equipes. Nesse cenário, universidades buscam fortalecer habilidades comportamentais tão valorizadas quanto o conhecimento técnico.

Atividades em sala de aula estimulam a interação entre estudantes e o desenvolvimento de competências comportamentais exigidas no ambiente profissional.
Atividades em sala de aula estimulam a interação entre estudantes e o desenvolvimento de competências comportamentais exigidas no ambiente profissional. (Foto: C41 Estudio)

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A geração que cresceu entre redes sociais e aplicativos de mensagens, em contato permanente com outras pessoas no mundo virtual, chega ao mercado de trabalho diante de um paradoxo: nunca foi tão fácil se conectar, mas construir relações profissionais consistentes na vida real parece cada vez mais difícil.

Levantamento divulgado em junho pela consultoria O.C. Tanner, após ouvir 5.702 trabalhadores de 17 países, incluindo o Brasil, constatou que apenas 26% vivenciam o que o relatório chama de "sinergia geracional": um ambiente no qual profissionais de diferentes idades conseguem aprender uns com os outros e aproveitar suas diferenças para produzir resultados melhores.

A dificuldade é mais intensa entre os jovens. Profissionais da geração Z têm probabilidade 47% maior de dizer que não encontram senso de comunidade no trabalho e 25% maior de desejar mais amigos entre os colegas. Esse desencontro entre gerações tem levado empresas a dar valor cada vez maior a competências comportamentais, como comunicação, escuta, abertura a críticas e capacidade de conviver com opiniões diferentes.

Essa mudança no perfil dos jovens e nas exigências do mercado também impõe novos desafios à formação universitária. Na Faculdade Belavista, em São Paulo, a resposta está em uma proposta de formação integral, que combina habilidade técnica com o desenvolvimento da maturidade necessária para atuar em ambientes profissionais marcados por mudanças constantes.

Um dos principais instrumentos desse processo é o Método do Caso. Em vez de apenas receber conceitos prontos, os estudantes analisam situações concretas, formulam uma posição e a confrontam com interpretações diferentes. A dinâmica estimula a capacidade de tomar decisões sem ignorar seus efeitos sobre outras pessoas.

O Core Curriculum amplia essa preparação por meio de uma formação estruturada em duas dimensões complementares, a humanística e a empreendedora, voltadas à compreensão do ser humano, da sociedade e das responsabilidades envolvidas na atuação profissional. “Ao estudar grandes pensadores e debater dilemas morais, o estudante desenvolve senso crítico e aprende a enxergar o impacto das suas decisões”, afirma Renato Moraes, coordenador de Humanidades da Faculdade Belavista.

O acompanhamento continua no Summit Belavista, programa de mentoria personalizada que ajuda cada estudante a reconhecer suas aptidões e se preparar para o ambiente de trabalho. A proposta é fortalecer competências que não se formam apenas pelo domínio do conteúdo, como equilíbrio emocional e segurança para se comunicar e pedir ajuda.

Já o Conexão Mercado aproxima os alunos de escritórios, instituições financeiras, executivos e outras organizações. A intenção não é só facilitar o acesso a uma vaga, mas preparar o estudante para estabelecer relações profissionais consistentes depois da contratação.

A proposta parte da percepção de que a transição entre a sala de aula e o mercado não depende somente do que o jovem sabe. Sua capacidade de conversar com gestores, pedir ajuda, compreender o ambiente em que está inserido, colaborar com pessoas diferentes e apresentar suas ideias sem se refugiar atrás da tela também importa.

Hiperconexão não se traduz em sensação de pertencimento

Outro levantamento divulgado em 2026 ajuda a dimensionar o problema. O Ipsos Generations Report analisou mais de 3,6 milhões de respostas de trabalhadores e realizou uma pesquisa com 22.693 pessoas em 30 países. Os profissionais de 16 a 25 anos aparecem como aqueles com menor senso de pertencimento e maior incidência de tédio e solidão no trabalho.

O psicólogo Jamil Zaki, professor da Universidade Stanford, descreve o fenômeno como uma espécie de inércia social. Diante do risco imaginado de constrangimento ou rejeição, os jovens adultos evitam justamente as interações que poderiam ajudá-los a formar vínculos.

O mercado de trabalho rompe parcialmente esse isolamento. Em escritórios, empresas, órgãos públicos e instituições financeiras, pessoas de diferentes idades e experiências precisam conviver diariamente, e o jovem profissional é forçado a ir além de sua zona de conforto: precisa aprender quando deve falar, quando precisa ouvir, como discordar sem criar um conflito desnecessário, de que forma pedir ajuda e como reagir quando um trabalho retorna com críticas.

A facilidade para estabelecer uma conversa também teve peso no processo seletivo de Fábio Heinz Munhoz Filho, de 21 anos, aluno do quarto semestre de Economia da Belavista e estagiário na mesa de operações da RB Investimentos.

"Consegui me conectar com os recrutadores e falar com propriedade sobre assuntos variados", relata. Embora sua rotina envolva tarefas técnicas, como a criação de um programa em Python para analisar tabelas do mercado secundário de crédito privado e o desenvolvimento de painéis no Power BI, a entrevista não ficou restrita a programação ou finanças.

"Na minha entrevista com o CEO, nosso papo fluiu muito mais sobre temas fora da economia do que sobre o mercado em si", conta. Segundo Fábio, os gestores valorizam proatividade, interesse genuíno e capacidade de questionar para compreender os problemas em profundidade.

Saber ouvir é tão importante quanto saber falar

Em ambientes marcados por divisão ideológica e bolhas digitais com algoritmos que entregam ao usuário conteúdos semelhantes àquilo em que ele já acredita, saber conviver com posições divergentes também se tornou uma habilidade profissional rara.

No mercado, o jovem precisa lidar com clientes, gestores e parceiros que não compartilham necessariamente sua linguagem e suas referências. A incapacidade de lidar com essas diferenças pode comprometer projetos mesmo quando todos os envolvidos dominam tecnicamente o assunto.

O relatório da O.C. Tanner constatou que falhas de comunicação e colaboração associadas ao conflito entre gerações multiplicam por seis a probabilidade de esgotamento profissional. Onde existe sinergia, por outro lado, aumentam as chances de confiança e adaptação.

Na Faculdade Belavista, o Método do Caso coloca os alunos diante de problemas reais ou verossímeis que não admitem uma única resposta automática. Antes das aulas, eles estudam o caso e formulam uma posição. Em sala, precisam apresentar sua análise, ouvir interpretações diferentes e avaliar as consequências de cada decisão.

Miguel Carvalho dos Santos, de 23 anos, estudante de Direito selecionado para um estágio no Pinheiro Guimarães Advogados, afirma que essa dinâmica alterou a maneira como se relaciona com opiniões divergentes.

"O Método do Caso ensina humildade ao ouvir, mesmo quando você acredita que está correto ou que a sua solução é a melhor. Também ensina humildade para reconhecer o erro", diz.

Para ele, uma das principais lições da formação foi compreender que pedir ajuda não é sinal de fraqueza ou despreparo. A colaboração torna-se necessária justamente porque ninguém domina sozinho todos os ângulos de uma situação complexa.

"Percebi com a Belavista que colegas, professores e profissionais sempre estão dispostos a te ouvir se você realmente quiser ser ajudado. Como o Direito é contingente, existem diferentes soluções. É impossível eu ser a voz da verdade. Isso me ensinou a ouvir e também a pedir ajuda", afirma.

As pesquisas mencionadas contrariam a ideia de que a geração Z rejeite relações humanas. Os dados mostram o contrário: jovens desejam comunidade, reconhecimento, amizades e oportunidades de desenvolvimento, mas nem sempre sabem como construir esses vínculos.

Nesse sentido, o desafio das universidades é evitar que a formação se limite à transmissão de conteúdos e ao cumprimento de atividades individuais. Na Belavista, essa preocupação aparece já no processo seletivo.

Depois da prova de conhecimentos gerais e redação, os candidatos participam presencialmente de um debate em grupo sobre um dilema ético e produzem um texto opinativo individual. São avaliados não apenas pelo conteúdo das respostas, mas também pelo pensamento crítico, pela capacidade de argumentação, pela organização das ideias e pela postura durante a discussão.

O desenvolvimento de habilidades comportamentais e de comunicação, porém, não substitui uma formação técnica sólida nem o empenho necessário para entregar um trabalho de excelência. Para Fábio, é justamente a combinação entre esses elementos que permite ao jovem um bom começo de carreira.

"O maior ensinamento que trouxe da faculdade para o trabalho foi a mentalidade de esforço: a excelência da Belavista mudou minha visão sobre o quanto preciso me dedicar para entregar algo bem feito. Agora, no estágio, estou unindo essa dedicação ao desenvolvimento da minha postura profissional, aprendendo a lidar com diferentes perfis de pessoas e ambientes", conclui.

Sobre a Faculdade Belavista

Credenciada com nota máxima pelo Ministério da Educação, a Faculdade Belavista é uma instituição de ensino superior sem fins lucrativos que oferece cursos de Direito e Economia com foco em formação integral, excelência acadêmica, visão humanística e empregabilidade.

A instituição compartilha valores e princípios com o ISE Business School, escola de direção geral com 30 anos de atuação na formação de empresários, executivos e lideranças. Nesse ecossistema, a Belavista se apresenta como a porta de entrada da formação universitária, preparando jovens líderes com rigor acadêmico, senso crítico, responsabilidade social e compromisso com o bem comum.

Com alto nível de exigência, a instituição combina o Método do Caso, que aproxima os alunos de dilemas reais, com um Core Curriculum voltado à formação humanística, à inovação e ao empreendedorismo. A proposta inclui ainda o Summit Belavista, programa de mentoria personalizada para o desenvolvimento de habilidades profissionais, e uma relação próxima com o mercado e com os desafios da vida profissional.

Para quem ainda está avaliando qual graduação seguir, a Faculdade Belavista disponibiliza gratuitamente os e-books:

com informações sobre os cursos, as possibilidades profissionais e os critérios que podem ajudar na escolha da carreira.

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As inscrições para o Vestibular da Belavista  estão abertas no  site da faculdade e podem ser realizadas até o dia 13 de setembro de 2026.  O processo da  processo seletivo  é um dos mais completos e inovadores do país, estruturado em três fases: Prova, Dinâmica e Entrevista.

  • 1ª Fase – Prova: realizada pela Vunesp, no dia 27 de Setembro de 2026, em São Paulo. Prova com 50 questões objetivas e uma redação dissertativa.  A Belavista aceita notas do ENEM, certificações internacionais (ABITUR, IB, SAT e BAC) e premiações em Olimpíadas do Conhecimento. Fase eliminatória.
  • 2ª Fase – Dinâmica: debate em grupo sobre um dilema ético, seguido de um texto opinativo individual, com o exclusivo Método do Caso, criado em Harvard e aplicado em todas as graduações da Belavista. Fase eliminatória.
  • 3ª Fase – Entrevista: individual e online, realizada pelo Comitê de Admissões para conhecer as motivações do candidato e seu engajamento com a proposta da Belavista.
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