Habilidades humanas superam IA na preferência de executivos, mostra pesquisa
Levantamentos com executivos e recrutadores indicam que comunicação, resolução de problemas e tomada de decisão continuam entre as competências mais valorizadas mesmo com o avanço da inteligência artificial.
09/09/2026 às 18:11

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Pesquisa realizada em abril de 2026 pela High Point University, nos Estados Unidos, com 500 altos executivos e 302 profissionais de RH encontrou um resultado contraintuitivo para a era da inteligência artificial: diante da escolha entre candidatos preparados apenas em IA ou apenas em habilidades humanas, 75% dos líderes preferiram o segundo perfil, valorizando competências como inteligência emocional e capacidade de receber orientações.
Os resultados ajudam a lançar uma nova perspectiva sobre a formação de quem começa a graduação em um momento de avanço acelerado da IA no mercado de trabalho. O domínio técnico segue importante, mas competências como comunicação, relacionamento interpessoal e tomada de decisão também ganham peso – e costumam exigir mais tempo e experiência para serem desenvolvidas.
Isso aumenta a importância de trabalhar essas capacidades ainda durante a formação universitária, de maneira integrada ao aprendizado técnico. É essa combinação que tem trazido destaque à proposta da Faculdade Belavista, em São Paulo. A instituição estruturou seus cursos de Direito e Economia integrando a formação própria de cada carreira com disciplinas voltadas à compreensão do ser humano, à ética, à comunicação, à liderança e ao empreendedorismo.
Parte dessa formação ocorre por meio do Core Curriculum, um núcleo comum de disciplinas como Literatura, Antropologia e Ética que acompanha os alunos ao longo da graduação e amplia o repertório para além do conteúdo estritamente profissional. A intenção é formar profissionais capazes não apenas de dominar ferramentas da própria profissão, mas também de compreender melhor as pessoas e os dilemas que estão por trás das decisões que precisarão tomar.
Essa visão é resumida pela diretora-executiva da Belavista, Milena Seabra: “Nosso currículo não se limita ao ensino técnico. Buscamos proporcionar uma visão ampla do ser humano e da sociedade, abordando temas essenciais como ética, justiça e prudência, virtudes indispensáveis para profissionais do Direito e da Economia”.
Tecnologia cresce, mas habilidades humanas continuam no topo
A valorização desse tipo de formação não significa que as empresas estejam rejeitando a tecnologia. Pelo contrário. Pesquisa global do Graduate Management Admission Council (GMAC), divulgada em junho de 2026 e realizada com mais de 620 recrutadores e gestores, mostrou que análise de dados, inteligência artificial e competências tecnológicas estão entre as habilidades que mais cresceram em importância.
Mas as competências mais valorizadas atualmente continuam misturando técnica e atributos essencialmente humanos. Comunicação foi citada por 64% dos empregadores consultados pelo GMAC; resolução de problemas, por 62%; trabalho em equipe, por 58%; pensamento estratégico, por 58%; e tomada de decisão, por 57%. Saber utilizar ferramentas de IA apareceu abaixo dessas capacidades, com 50%.
Outro levantamento de 2026, da National Association of Colleges and Employers (NACE), chegou a conclusão semelhante. Comunicação, trabalho em equipe, profissionalismo e pensamento crítico estão entre as competências consideradas mais importantes para recém-formados. Ao mesmo tempo, os empregadores demonstraram menor satisfação justamente com o preparo dos jovens em comunicação e profissionalismo.
Na Belavista, parte do aprendizado dessas competências ocorre por meio do Método do Caso. Em vez de apenas receber uma explicação pronta, os estudantes são colocados diante de situações em que precisam analisar e discutir para depois tomar decisões. A preparação prévia e o confronto entre soluções diferentes exigem que o aluno aprenda também a escutar e a rever a própria posição.
Miguel José de Carvalho Garcia dos Santos, aluno de Direito que conseguiu uma oportunidade no escritório Pinheiro Guimarães Advogados no quarto semestre, percebeu esse efeito durante a formação. “O método do caso ensina humildade ao ouvir, mesmo sabendo que está correto ou que a sua solução é a melhor.”
Ao observar o ambiente profissional, Miguel também identifica qualidades que vão além do domínio jurídico. “Quem não aprende com o erro é incapaz de viver em uma comunidade”, diz.
Formação humana não significa abrir mão da técnica
O desafio para novos profissionais não está em escolher entre competências humanas e conhecimento técnico. A própria pesquisa da High Point University mostra que 87% dos executivos consideram ideal um líder que combine os dois tipos de habilidade, enquanto 64% montariam seu “funcionário perfeito” com uma divisão aproximadamente equilibrada entre competências de IA e humanas.
Essa combinação também aparece de maneira concreta nos cursos da Belavista. Em Economia, a formação inclui Teoria Econômica, Data Science, Econometria e Programação, com 50% das aulas ministradas em inglês. Em Direito, a faculdade mantém colaboração com escritórios como Pinheiro Guimarães, TozziniFreire, Pinheiro Neto e Levy & Salomão, oferecendo contato com a realidade profissional ainda durante a graduação.
Davi Cury de Oliveira viveu essa combinação ainda no quarto semestre de Economia, quando conseguiu uma vaga em Macro Research no Bradesco BBI. Ele atribui sua aprovação tanto ao preparo técnico quanto a capacidades desenvolvidas paralelamente ao conteúdo econômico. “Os conhecimentos técnicos mais valorizados foram a minha proficiência em programação e interpretação de cenários macroeconômicos. Entretanto, outras competências como comunicação, capacidade de resolução de problemas e o interesse real no objeto de estudo, trabalhadas na Belavista, foram de essencial importância para que eu conseguisse a vaga.”
Para Davi, essa combinação se tornou um dos principais traços de sua experiência na instituição. “Se eu pudesse descrever a principal missão e contribuição da Belavista na minha formação e na de meus colegas, seria a busca pela excelência – técnica, obviamente, mas também humana. Esse desejo de excelência que passa da instituição aos alunos é o que nos faz sermos destaque em nossos trabalhos e é o que gera uma real possibilidade de mudança no Brasil e no mundo”, comenta.
Sobre a Faculdade Belavista
Credenciada com nota máxima pelo Ministério da Educação, a Faculdade Belavista é uma instituição de ensino superior sem fins lucrativos que oferece cursos de Direito e Economia com foco em formação integral, excelência acadêmica, visão humanística e empregabilidade.
A instituição compartilha valores e princípios com o ISE Business School, escola de direção geral com 30 anos de atuação na formação de empresários, executivos e lideranças. Nesse ecossistema, a Belavista se apresenta como a porta de entrada da formação universitária, preparando jovens líderes com rigor acadêmico, senso crítico, responsabilidade social e compromisso com o bem comum.
Com alto nível de exigência, a instituição combina o Método do Caso, que aproxima os alunos de dilemas reais, com um Core Curriculum voltado à formação humanística, à inovação e ao empreendedorismo. A proposta inclui ainda o Summit Belavista, programa de mentoria personalizada para o desenvolvimento de habilidades profissionais, e uma relação próxima com o mercado e com os desafios da vida profissional.
Para quem ainda está avaliando qual graduação seguir, a Faculdade Belavista disponibiliza gratuitamente os e-books:
- Tudo o que você precisa saber antes de prestar Direito
- Tudo o que você precisa saber antes de prestar Economia
com informações sobre os cursos, as possibilidades profissionais e os critérios que podem ajudar na escolha da carreira.
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